"Fazemos parte de uma sociedade alternativa", diz Clemente Tadeu Nascimento, 44, da banda de punk-rock Inocentes. "Hoje, ver a galera na rua com moicano e roupas toscas, não incomoda mais. É normal ser punk, saca?" Mas o que você acha das manifestações políticas dos anarcopunks? "Acho que o punk se diversificou muito. Cada um tem a sua maneira de ser. Eu, por exemplo, sou contra o Bush, mas não sei se iria pra Paulista manifestar e quebrar o pau", explica o vocal e guitarrista paulistano.

Segundo o dicionário punk, o movimento é uma manifestação cultural, alternativa e independente. A idéia dos caras é revolucionar o sistema, surpreender o dia-a-dia da sociedade, de forma simples e escandalosa. Para identificá-los não é difícil. Com tachas de metal, camisetas rasgadas, braceletes de couro e cabelos moicanos, eles chamam a atenção de qualquer um nas ruas. As músicas são as mais variadas, de Simple Plan a Sex Pistols e Ratos de Porão. As correntes musicais variam entre hardcore, ska-punk, pop-punk, emo e até, por que não?, funk punk.

"Essa galerinha não tem nada a ver", declara João Gordo…

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