Do lado oposto ao governo estão ambientalistas e professores, que acham o custo da usina alto demais (além dos bilhões para finalizá-la, o Ministério de Minas e Energia vai ter que colocar 64 bilhões até 2030 para atingir a meta de produção) e questionam o destino dos rejeitos emitidos.

“O Brasil só tem depósitos provisórios. Seria preciso um depósito permanente, que é caro, complexo e, que nem os EUA tem”, diz Goldemberg. Além disso, o professor faz outro alerta. “Ela é limpa (energia nuclear) no que se refere às emissões de CO2, mas os riscos da radioatividade podem ser muito sérios, como aconteceu em Chernobyl”, comenta.

Sobre essas questões, o presidente da Comissão Nacional de Energia Nuclear, Odair Dias Gonçalves, garantiu que já está cuidando disso. Em entrevista ao Roda Viva nesta segunda-feira, ele disse que para impedir acidentes com radioatividade, basta escolher o reator correto.

Quanto ao lixo, Odair explicou que Angra 1 e 2 usam depósitos iniciais, piscinas que armazenam o combustível por até 60 anos. Mas, pensando e Angra 3, nos próximos cinco anos a Comissão pretende construir uma célula piloto de um depósito definitivo para estudo. Esse depósito teria capacidade de armazenar o lixo radioativo por até 300 anos.

Angra 3 não vai impedir apagão, diz professor

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