Sobre o argumento de que Angra 3 vai diminuir os riscos de apagão no Brasil entre 2009 e 2010, o professor Goldemberg diz que “não vai resolver”. “Em primeiro lugar porque só vai ficar pronta em 2013. Em segundo lugar, porque terá apenas 1,3 milhão de kilowatts e a carência de energia elétrica, em 2010, é pelo menos 10 vezes maior”, diz ele.

Então, por que o país entrou nessa? “Porque era preciso tomar uma posição. Hoje estamos em condições de levar Angra 3 pra frente”, disse Odair.

Isso só aconteceu porque o Ibama não liberou a licença para a construção das duas hidrelétricas pendentes no complexo do Rio Madeira (Santo Antônio e Jirau). Com o impasse, o governo decidiu investir em outra opção, a nuclear.

Para Goldemberg, é isso que Angra 3 representa, uma opção. “É uma opção, e não uma necessidade. E trará desvantagens para a economia, porque vai provocar atrasos em outras obras mais necessárias”.

Angra 3 ainda precisa de licença do Ibama para sair realmente do papel. E pela experiências com as hidrelétricas, isso pode demorar mais que o previsto.

Com votação quase unânime, Angra 3 é aprovada

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