Com visual peculiar, Conchita Wurst – um travesti barbado com origens colombianas – foi escolhido pela televisão austríaca como concorrente oficial da competição anual de música da Eurovision. O problema é que a decisão causou indignação pública na Áustria.

O processo de escolha para o representante austríaco no festival deste ano mudou. Em vez de abrir a votação para o público, uma comissão interna decidiu sozinha que Conchita seria a voz da Áustria. A decisão provocou protestos no país.

Uma página no Facebook chamada “Não à Conchita Wurst no concurso de música”, chegou a ter mais de 38.500 fãs, mais do que a página do artista. Além disso, milhares de mensagens homofóbicas eram postadas diariamente na rede social.

Em um comunicado que fez recentemente, Conchita disse que respeita as opiniões das pessoas, mas acha que há coisas mais importantes para as pessoas colocarem tanta energia. Como a luta para os indivíduos “diferentes” que são discriminados todos os dias, em vez de lutar contra eles.

“Eu continuo a luta contra a discriminação, pois estou convencido de que, no século 21, toda pessoa tem o direito de viver como quer”, disse Conchita.

Conchita disse ainda que se considera uma mulher, e explica que o único pormenor que faz questão de não mudar é a sua barba, já que chama mais a atenção das pessoas. E vamos combinar que Conchita tá aí para provar que barba não é uma característica que atrapalha sua feminilidade.

Vai com tudo Conchita!  

Assista abaixo uma das apresentações do travesti:

           

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