O ex-senador republicano Chuck Hagel, cujo nome soa entre os candidatos a secretário de Defesa dos Estados Unidos, se retratou nesta sexta-feira de um comentário que fez em 1998, após a nomeação de um embaixador abertamente homossexual.

Hagel se referiu ao diplomata James C. Hormel como um homem “aberto e agressivamente gay”, depois que o então presidente democrata, Bill Clinton, o nomeou embaixador dos EUA em Luxemburgo.

Em uma entrevista a “The Omaha World-Herald” disse que ser embaixador é um posto “sensível”.

“Ser embaixador representa nosso estilo de vida, nossos valores, nossas normas e acho que ser gay é um fator de inibição para fazer um trabalho eficaz”, argumentou na época Hegel.

Em um breve comunicado, Hagel reconheceu nesta sexta-feira que seus comentários foram “insensíveis” e ressaltou que não refletem seus pontos de vista.

“Peço desculpas ao Embaixador Hormel e a qualquer LGBT americano (lésbicas, gays, bissexuais, transexuais) que possam questionar meu compromisso com os direitos civis”, acrescentou.

Hagel disse que apoia “totalmente” que os homossexuais possam servir abertamente nas Forças Armadas e assegurou que está “comprometido com as famílias militares LGTB”.

O jornal “Politico” considera que se trata de uma manobra com a qual procura evitar a oposição de alguns democratas que poderiam lembrar este incidente se Hagel for nomeado oficialmente para suceder o atual secretário de Defesa, Leon Panetta.

O ex-senador republicano e veterano do Vietnã, de 66 anos, soa como o principal candidato, apesar das críticas de alguns de seus antigos colegas que questionam seu compromisso com Israel e se opõem a sua visão aberta ao diálogo com o Irã.

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