Maconha: Melhores momentos da erva no cinema e na TV

Sem Destino (Easy Rider, 1969) foi o primeiro filme mais popular a   mostrar os personagens fumando maconha. No caso, os
Jack Nicholson, que no filme fazia o papel de um advogado drogadito,   também entrava na dança e fumava um com o personagem de Fonda. Easy Rider   marcou toda uma geração, maconheira ou não
Um ano antes, Nicholson já fumara erva nas telas, no psicodélico filme   Busca Alucinada, que por sinal colocava outras drogas em cena, como o   LSD, em moda na época
Mas o grande filme da contracultura foi o documentário Woodstock (1970),   sobre o famoso festival de música realizado em 1969. Em cena, diversos   takes do povo fumando um
No final dos 70, com dez anos de atraso, chegava aos cinemas Hair (1979),   adaptando o famoso musical da Broadway. Na tela, maconha era básica no   grupo de hippies que estrelavam a trama. Mas também tinha LSD, bolinhas,   haxixe...
O mundo da animação aderiu. Em 72, o ousado desenho O Gato Fritz adaptava   os quadrinhos de Robert Crumb, com o indecente gato fumando maconha nos   intervalos de suas orgias sexuais
Desenhos da TV também deram seu
Além disso, eles vivem dando risada de tudo... A primeira temporada de   Scooby-Doo estreou em 1969, no auge da contracultura. Tirem suas   conclusões
Enquanto Scooby e Salsicha não assumem, a dupla Cheech & Chong fez   carreira com diversas comédias cujo tema é justamente a maconha e seus   usuários
O filme de estreia foi Queimando Tudo, de 1978. Seguiram-se outros 8   longas com a hilária dupla fumando sem parar
Enquanto isso, na Europa, o cult movie Christiane F: 13 Anos, Drogada e   Prostituída (1981) chocava o mundo. A protagonista inspirada em fatos   reais começava fumando maconha e acabava viciada em heroína. Básico
A década de 80 suavizou o tema e as comédias juvenis americanas passaram   a fazer piada com a erva. Picardias Estudantis (1982) mostrava Sean Penn   como um estudante surfista que vivia chapado
Tom Cruise, quem diria, também tragou a erva, em Negócio Arriscado   (1983), bem antes dele se tornar o astro politicamente correto e chato de   Hollywood
Ao longo do dia, os cinco - um atleta, um nerd, uma princesa, uma esquisitona e um rebelde - vão de estranhos a grandes amigos.
Brian Johnson (Anthony Michael Hall) era o nerd da história, que depois de fumar maconha  pirava e se soltava.
Em 1993, mais um exemplar: Jovens, Loucos e Rebeldes se passava na metade   dos anos 70, reunindo personagens jovens típicos da época
Claro que não faltaram cenas com maconha, como esta estrelada por Milla   Jovovich. O filme foi dirigido por Richard Linklater
Com roteiro de Tarantino, Amor à Queima-Roupa (1993) tinha Brad Pitt como   um drogadito irrecuperável
O personagem passava o filme inteiro no sofá, usando todo tipo de   substâncias, inclusive a erva
Em 94, Quentin Tarantino arrombou a festa com Pulp Fiction. Entre tantas   cenas pesadas envolvendo drogas, a maconha era o de menos: Mia Wallace   (Uma Thurman) pedia para Vincent Vega (John Travolta) enrolar um baseado   em plena lanchonete
Em 95, o filme que abalou (de novo) o mundo: Kids, de Larry Clark. Os   jovens do filme eram despudorados, drogados, alienados e hedonistas.   Nesta cena, meninos dividem um baseado
Em 97, Boogie Nights faz um retrato da era disco e da indústria pornô do   cinema americano. Mais um desfile de drogas, principalmente cocaína. Mas   uma maconha de vez em quando surgia no filme também
Medo e Desejo em Las Vegas (1998), com Johnny Depp e Benicio Del Toro   também vinha com algumas cenas maconheiras
Um sessentão maconheiro: Jeff Bridges, que em O Grande Lebowski (1998)   usa e abusa da erva
Beleza Americana (1999): o personagem de Kevin Spacey virava a mesa de   sua vida medíocre e adotava novos hábitos, entre eles o de fumar maconha
Animações televisivas também aderiram. Os Simpsons trazia o motorista de   ônibus Otto Mann, que vivia sob efeito de maconha
E até Homer Simpson experimentou, e tragou, a erva
Mais recentemente, Uma Família da Pesada abordou o tema. O cão Brian   defendeu a legalização da erva
E a animação brasileira? O longa Wood & Stock: Sexo, Orégano e   Rock'n'Roll (2006) transportou os dois maconheiros criados por Angeli em   suas tirinhas de HQ para as telonas
A essa altura do campeonato, a maconha já não assustava mais a sociedade   como antes. Por isso, a série de TV That's 70's Show (que durou de 1998 a   2006) tratava do tema em tom de comédia. Alguns personagens fumavam e   pronto. Afinal, a série se passava nos anos 70
E o Brasil? A versão masculina e brasileira de Christiane F. pode ser Pixote. No   filme de Hector Babenco de 1980, o menino interpretado por Fernando Ramos   da Silva se envolve com drogas e a marginália, após fugir da Febem
No século 21, alguns filmes brasileiros também tiveram cenas com maconha.   Bicho de Sete Cabeças (2000) narrava o drama de um adolescente internado   pelo pai num manicômio apenas por ter fumado maconha
Cidade de Deus (2002) adaptou o livro de Paulo Lins, sobre a escalada do   tráfico na periferia carioca. Maconha era básica para os personagens na   fase ambientada nos anos 70
Tropa de Elite (2007) abordou o mesmo tema, mas nos dias atuais. Nesta   cena, o famigerado Capitão Nascimento (Wagner Moura) aterroriza um   estudante (Thiago Mendonça) que estava comprando um baseado nas bocas
Faroeste Caboclo (2013) contava o duelo entre dois traficantes, inspirado   na famosa música da Legião Urbana. O motivo do duelo: o amor de Maria   Lúcia (Ísis Valverde), que fumava um
O recente Júlio Sumiu (2014) tem mais um maconheiro nacional: o   personagem de Fiuk
E as novelas brasileiras? Em Água Viva (1980), o personagem Alfredo   (Fernando Eiras) enrolou um baseado. Reza a lenda que a cena passou pela   censura porque o roteiro dizia:
Outras cenas mostravam no fundo da tela a turma que morava no apartamento   de Alfredo fumando algo e rindo. Em Vale Tudo (1988), algumas cenas   também sugeriram uso de maconha
Em geral, as novelas com personagens viciados abordam diretamente drogas   mais pesadas como cocaína. Em O Clone (2001), porém, a personagem Mel   (Débora Falabella) começou com cigarros de maconha antes de usar outras coisas
No cinema europeu, a maconha volta e meia aparece. No sueco Bem-Vindos   (2000), uma dona de casa dos anos 70 vai viver com os filhos em uma   espécie de comunidade hippie, onde o povo fuma erva
Em Volver (2006), de Almodóvar, Agustina (Blanca Portillo, à esquerda) é   criticada por viver sempre chapada de maconha
Até a Índia se rendeu. Go Goa Gone (2013) tem como protagonistas uma   dupla de maconheiros que se envolve em muitas confusões. Parece chamada   da Sessão da Tarde da TV Globo, mas não é
Segurando as Pontas (2008) tem James Franco como um dos desmiolados   maconheiros da trama
Mas o grande nicho usuário de maconha no cinema americano continua sendo   o público jovem masculino. Em Ted (2012), Mark Wahlberg fuma acompanhado   de seu ursinho
Em Família do Bagulho (2013), uma família fake precisa realizar uma   entrega de carregamento de maconha, gerando uma comédia típica do cinema   americano
Adeptos na melhor idade: O Barato de Grace (2000) traz Brenda   Blethyn como uma viúva que passa a plantar e vender maconha, como a   protagonista da série Weeds
Até tu, Meryl Streep? A diva fumou maconha em Adaptação (2002). A cena do   telefonema pós-erva é hilária
Em Simplesmente Complicado (2009), Meryl atacou de novo...
A maconha já não causa o mesmo choque de outros tempos, e virou até tema central de sitcom: a série Weeds, onde Mary-Louise Parker vive uma dona de casa que passa a vender maconha para os vizinhos, a fim de sobreviver.   Weeds teve 8 temporadas de sucesso, entre 2005 e 2012
E a fila anda: a comédia Kid Cannabis (2014) tem Jonathan Daniel Brown   como um estudante nerd cujo melhor amigo decide traficar maconha,

O intendente da região Metropolitana de Santiago, Claudio Orrego, informou nesta segunda-feira (8) sobre a aprovação das autoridades a um projeto de plantação de maconha na capital chilena para “uso medicinal e uso acadêmico”.

A iniciativa, apresentada no último 23 de maio é promovida conjuntamente pela Fundação Daya e a prefeitura da comuna da Flórida e tem como objetivo o uso do óleo de cannabis no tratamento de pacientes com câncer. O projeto foi referendada pela Universidade de Valparaíso e a Fundação Arturo López Pérez, especializada em tratamentos oncológicos.

“É um tema que está sendo discutido em outras partes do mundo, valorizamos muito o uso da planta para a pesquisa”, explicou Oscar Concha, diretor metropolitano do SAG. Além disso, Concha assinalou que “há um compromisso da Fundação Daya de respeitar os requisitos de segurança estabelecidos, o que facilitou a decisão tomada pela instituição”.

Em agosto, o prefeito da Flórida, Rodolfo Carter, plantou simbolicamente a primeira semente de maconha para uso medicinal após não receber resposta do SAG sobre o projeto de cultivo. Na ocasião, Orrego advertiu Carter “que todo mundo sabe que a lei 20.000 (sobre drogas) estabelece que para se cultivar maconha é preciso de uma autorização expressa do SAG”.

Em relação à fiscalização, corresponde ao SAG e a outros organismos fazer um registro completo sobre a futura produção de maconha, enquanto as sementes de cannabis serão importadas pela fundação, que agora conta com a autorização.

“É sem dúvida um marco histórico. Começamos a construir um caminho para aliviar o sofrimento de muitas pessoas, começamos a construir uma sociedade mais amável”, ressaltou Ana María Gazmuri, presidente da Fundação Daya, ao saber da notícia.

No Chile, segundo a lei 20.000, o consumo de maconha não é penalizado, mas sua comercialização e cultivo são proibidos, o que na prática a torna ilegal. No entanto, há algum tempo o governo abriu a possibilidade de autorizar seu uso medicinal de forma mais ampla, após diversas manifestações populares para promover a legalização da planta no Chile.

Chile aprova primeira plantação de maconha medicinal em Santiago

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