Neste domingo (26), chegou ao fim uma eleição que vai entrar pra história por vários motivos. Primeiro, pelo resultado apertadíssimo, o mais disputado da história, que levou Dilma Rousseff (51,59% dos votos) à reeleição. Segundo, pelo tanto que a a internet se manifestou, trolou, criou, deitou e rolou dia após dia, debate após debate. Essa parte foi bem legal.

Nem bem terminaram as apurações, e as redes sociais já estavam enlouquecendo com o evento mais aguardado pelos dilmistas, a festa de despedida do Lobão do Brasil. Explico: ele disse que se Dilma ganhasse, vazaria do país. O evento zoeira já tinha mais de 139 mil confirmados meia hora depois de ter saído o resultado das urnas.

Mas tem uma terceira questão que há muito não se via numa eleição no Brasil. A disputa entre petistas e tucanos trouxe à tona sentimentos bem zoados, sinistros, fanáticos e horrorosos por parte de geral. Foi bem horrível perceber que uma parcela grande dos eleitores parecia estar num estádio de futebol, cornetando uma partida de quinta categoria, com direito a xingamentos, ameaças e até porradaria de fato. Foi um tal de desamigar gente da timeline por conta de posts estranhos, posicionamentos dos quais se discordava. Essa parte foi bem assustadora. 

Dilma Rousseff terá que segurar a bucha de governar para uma parcela gigante da população que não lhe confiou o voto. Isso tem o lado positivo de não deixá-la no conforto de uma vitória de lavada. Se por um lado, nos últimos anos, o Brasil reduziu a pobreza extrema, outros índices mostram que tem muita coisa a ser feita.

Agora, se o Brasil vai se transformar em Cuba, como uma parte da oposição alardeia, a gente duvida muito. Se vai ter “bolsa rave”, como tem gente falando? Até que não seria má ideia. Fato é que venceu quem teve mais votos, simples assim. O Virgula deseja à presidenta reeleita um bom governo e que a internet, essa marota, continue levando mais humor – e menos ódio – aos corações dos brasileiros. Tamos todos juntos. 

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