Uma mãe de Ohio foi surpreendida com a expulsão das duas filhas de uma escola cristã. De acordo com o diretor da Chapel Hill, ele tomou a decisão porque ela não é casada e cada menina é fruto de um relacionamento diferente. Summer Grant exibiu a indignação em um post no Facebook, onde recebeu o apoio dos usuários.

Ela recebeu o aviso por telefone, 30 dias antes do final do ano letivo, após um incidente entre uma das meninas e o motorista do ônibus escolar. Quando perguntou se a expulsão estava relacionada a isso, o diretor John Wilson negou. “Ele disse que o incidente apenas ressaltou os problemas que eles tinham comigo”, contou ao jornal Akron Beacon. O profissional avisou que Summara-Rayn, de 10 anos, e Summaia, de 7, seriam expulsas porque Grant havia cometido “adultério”.

“Eu sou a mesma mãe solteira com duas filhas de pais diferentes que ele aceitou no primeiro dia (de aula) e de quem aceitou o dinheiro das mensalidades”, protestou no Facebook. À publicação, ela revelou que Wilson perguntava sobre seu status e “como poderia ajudar a família a viver pelas morais bíblicas” frequentemente. “Começou a ficar desconfortável porque esse assunto era abordado o tempo todo.”

Em nota ao jornal Akron Beacon, a escola Chapel Hill afirma que os pais assinam um termo concordando em seguir algumas diretrizes de comportamento que “refletem um comprometimento com a causa de Cristo”. A expulsão, segundo a instituição, ocorreu para não comprometer “a segurança dos demais estudantes e suas famílias”.

“Posso dizer que fiz algumas coisas das quais me arrependo na minha vida, mas não quero ser julgada como uma pessoa ruim. Especificamente, não quero que minhas filhas sejam julgadas por minhas ações. Apesar da minha vida pessoal, eu sou uma ótima mãe”, escreveu Grant na rede social, esclarecendo que não cometeu adultério, pois não está em um relacionamento. “Como um homem de Deus, você não deve dar as costas para alguém necessitado. Só quero que ele saiba o que fez de errado”, afirmou ao jornal.

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