Na época da visita de Bush ao Brasil, a ONG espanhola Ecologistas em Acción divulgou um manifesto condenando os investimentos em biocombustível, considerada por eles “uma ameaça disfarçada de verde”. Eles defendem que os investimentos sejam feitos em outras formas de gerar energia (eólica, solar e de biomassa).

O porta-voz ONG, Tom Kucharz, disse que a maior demanda por biocombustíveis vai aumentar a pressão ambiental e a disputa por terra. Os que são contra o uso do etanol argumentam que a criação do mercado vai territorializar as plantações, prejudicando famílias e aumentando o número de latifundiários. Conseqüentemente, para eles, isso aumentaria também o número de pessoas sem terra.

Mas, é preciso destacar que há diferentes formas de se chegar ao etanol. Nos EUA ele é produzido através do milho, e no Brasil pela cana. De acordo com o relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da ONU, divulgado este ano, a produção por meio da cana é a mais ecologicamente correta. Aliando-se ao Brasil e à sua forma de produzir o etanol, os EUA estariam também limpando a sua barra em mais uma questão ambiental.

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