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Alguns do memes que rolaram por causa das declarações pra lá de polêmicas. Crédito: Twitter

Tem gente que é melhor existir apenas de boca fechada mesmo. É o caso do ex-candidato à presidência da República pelo Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB) Levy Fidelix. O político foi condenado na última sexta-feira (14), pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, a pagar uma multa de R$ 1 milhão numa ação civil pública por danos morais movida pelo movimento de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros (LGBT). A decisão é de primeira instância e ainda cabe recurso, mas a sentença, o R$ 1 milhão da multa será revertida para as ações de promoção de igualdade da população LGBT, conforme definição do Conselho Nacional de Combate à Discriminação LGBT.

Se você se pergunta o motivo, aqui vai: acontece que no dia 28 de setembro de 2014, quando participava de um debate na TV, Levy, ao ser questionado sobre o motivo pelo qual muitos dos que defendem a família se recusam a reconhecer o direito de casais de pessoas do mesmo sexo ao casamento civil, ele respondeu que “dois iguais não fazem filho” e “aparelho excretor não reproduz”.

Na ocasião, dentre as declarações pra lá de vergonhosas, Fidelix comparou a homossexualidade à pedofilia, afirmando que até o Papa Francisco promove ações de combate ao abuso sexual infantil, afastando sacerdotes suspeitos da prática. O ex-candidato afirmou ainda que a população LGBT tenha atendimento psicológico e afetivo. O Tribunal de Justiça de SP considerou que as declarações haviam “ultrapassado os limites da liberdade de expressão, incidindo em discurso de ódio”.

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A sentença destaca que muitos homossexuais sofrem agressões por causa de sua orientação sexual – algumas chegando a resultar em morte: “isso reflete uma triste realidade brasileira de violência e discriminação a esse segmento, a qual deve ser objeto de intenso combate pelo Poder Público, em sua função primordial de tutela da dignidade humana”.

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