Você, leitora, consegue se enxergar nas mulheres que vê nos anúncios e na mídia? A maioria é magra, branca, nem alta e nem baixa demais, e com estilos de vida inacessíveis para muitas pessoas. A publicidade é responsável por propagar essas tendências difíceis – e até impossíveis – de serem alcançadas.

Apenas 44% das mulheres afirmam que se enxergam nas mulheres que veem na mídia, segundo um estudo de 2019 realizado pela Edelman Intelligence. Mas existe um novo curso de campanhas publicitárias que visa criar anúncios mais inclusivos e reais.

Para impulsionar esta tendência, a Getty Images e o movimento SeeHer, da Associação Nacional de Anunciantes dos Estados Unidos, lançaram um guia gratuito sobre diversidade que visa auxiliar publicitários a selecionarem conteúdos visuais mais inclusivos na hora de criarem campanhas envolvendo mulheres.

A iniciativa “Narrativas Visuais Inclusivas para Mulheres: Um Guidebook para Promover a Diversidade” contém  dicas de pesquisa para palavras-chave, reflexões e informações sobre temas como raça, sexualidade e gênero, além de inspirações visuais diversificadas para exemplificar os conceitos do guia. As imagens não passaram por retoques digitais.

Dados de um estudo conduzido de forma conjunta pela Unilever, J. Walter Thompson, Tivo Research e Edelman Intelligence, mostram que 55% das pessoas acreditam que as mulheres são retratadas negativamente na mídia.

De acordo com o CEO da Getty Images, Craig Peters, “profissionais de marketing, publicidade e anúncios devem olhar para esses números e sentir vontade de mudá-los”.

Peters reforça que o potencial de um anúncio publicitário aumenta caso esteja alinhado à realidade. “[A mesma] pesquisa revelou que 85% das mulheres acreditam que os anunciantes precisam retratar o mundo real quando buscam representá-las. Isso diz muito sobre o novo panorama e exigências do consumidor, do mercado e da sociedade”, declarou.

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