Reprodução/Sky News

O inglês Tony Williams, de 75 anos, sofre de um mal compartilhado por milhões de idosos: a solidão. Após o falecimento de sua esposa, Jo, ele não teve mais ninguém para conversar.

Sem filhos ou família nas redondezas, chegou a ficar dias sem falar com alguém. Passava o tempo sentado, esperando o telefone tocar – algo que nunca acontecia.

A saída encontrada por Tony foi criar uma placa pedindo por amigos.

“Perdi a Jo, minha amada esposa e alma gêmea. Não tenho amigos ou família. Ninguém para conversar. Acho o silêncio incessante, 24 horas por dia, uma tortura insuportável. Ninguém pode me ajudar?”, escreveu em seu pedido de socorro.

E a resposta que vem recebendo o comoveu.

Após a história ser publicada pelo jornal Metro UK, seu telefone agora toca frequentemente. São ligações do Reino Unido, Irlanda, Holanda, Hungria e até mesmo Estados Unidos, Canadá, Austrália e Hong Kong. Pelo correio e e-mail, cartões com mensagens carinhosas e fotos.

“O amor e a compaixão que as pessoas têm demonstrado me fizeram chorar, na verdade”, contou o físico aposentado. “As pessoas me enviaram os e-mails mais encantadores, com fotos de seus filhos, bichos de estimação, contando-me sobre suas aspirações e dizendo que estão pensando em mim”, relatou.

Uma professora local pediu permissão para que seus alunos enviassem cartinhas a ele e uma senhora inclusive o convidou para tomar um drink, pedido que ele terá “gosto em aceitar”.

Anteriormente, Tony havia publicado dois anúncios no jornal local à procura de amigos, mas não obteve respostas.

Ele e a esposa foram casados por 35 anos. Jo faleceu neste ano, durante o lockdown, em decorrência de um câncer no pâncreas.

Segundo dados da Age UK publicados pelo Metro UK, mais de dois milhões de pessoas acima dos 75 anos vivem sozinhas na Inglaterra. E pelo menos um milhão de idosos passam mais de um mês sem se comunicar com ninguém.

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