Nem a manhã fria desta terça-feira (3) desanimou o pessoal de fazer suas compras na rua 25 de março, considerada o maior centro de comércio popular a céu aberto da América Latina. Partimos para lá com a missão de descobrir como andam as vendas dos produtos “verde e amarelos” a nove dias do início da Copa do Mundo. Vários lojistas e ambulantes acreditam na melhora significativa das vendas dos artigos com a proximidade do início do campeonato.

É o caso do camelô João Paixão, que garante que as suas aumentaram desde o último sábado. “Brasileiro deixa tudo para a última hora. A coisa vai melhorar. Pretendo vender até o fim da Copa cerca de 500 camisetas da seleção”.

Já para o ambulante Maciel Joaquim da Silvia a venda dos produtos começou a bombar mesmo a partir de segunda-feira (2). “Não estava vendendo nada. Levava de dois a três dias para vender um único chapéu da Copa. Mas, de ontem para hoje, vendi 300 chapéus e espero vender todo meu estoque, que é de 5 mil peças, até o fim do campeonato”.

Mesmo esperançoso Maciel comenta que ansiava que as coisas estivessem melhores. “Ah, não é o esperado para a Copa, ainda mais com ela acontecendo no Brasil. Achei que fosse ser um estouro de vendas meses antes da data de início. Ainda não vendi nenhuma peça para turista”.

Ao contrário dele, a vendedora Gildeci Maria (à esquerta da imagem abaixo), que trabalha numa loja de aviamentos e adereços diz que as vendas dos artigos estão de vento em popa desde o início do mês de maio. “As buzinas e as bandeiras são algumas das coisas que têm mais saída. Mesmo sendo uma loja que vende plumas e pedrarias, resolvemos diversificar nossos produtos por causa da Copa e nos demos bem”, explica.

Gildeci (à esquerta) e suas colegas já estão preparadas para a Copa

A lojista Ana Célia de Alencar garante que a procura por blusas e outras roupas temáticas estão aumentando. “Quem sabe a partir do dia 10 a coisa engrene, já que fica mais perto da data de início”, ressalta.

Ainda mais colorida do que de costume, nessa época de Copa a 25 ganhou um “coral” quase ensurdecedor de buzinas e vuvuzelas. Gabriel da Silva Oliveira, vendedor desses apetrechos barulhentos usa o bom humor e uma camisa tamanho família para atrair a atenção dos passantes e potenciais consumidores das suas buzinas. “Estamos vendendo loucamente, tipo umas 300 por dia”. 

 

Dê o play no vídeo abaixo e veja como foi a movimentação da 25 de março na manhã desta terça-feira (3). Veja mais fotos na galeria no início da matéria: 

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