Madri se prepara para acolher a partir de quarta-feira (2), até domingo (6), as festas do Orgulho Gay (MADO 2014), nas quais os organizadores calculam que devem participar cerca de dois milhões de pessoas e dar à cidade um lucro de 110 milhões de euros.

O coordenador geral do MADO 2014, Juan Carlos Alonso, afirmou que o Orgulho Gay é “o maior evento da cidade”, em cujo centro a ocupação hoteleira para esta semana ronda 100%, segundo disse.

A ganhadora da Eurovision 2014, Conchita Wurst, e a representante espanhola neste festival, Ruth Lorenzo, serão as encarregadas de dar o tiro de largada do Orgulho 2014, com a tradicional concentração na praça de Chueca.

Manifestação

Segundo a Federação de Lésbicas, Gays, Transexuais e Bissexuais, a Prefeitura de Madri autorizou a concentração nessa praça emblemática. Outro dos pontos fortes das festas é a já tradicional Carrera de Tacones na rua Pelayo, que neste ano será realizada na quinta-feira.

Mas o ato central do Orgulho Gay voltará a ser a manifestação, que será realizada no próximo sábado para dar voz a todos aqueles gays, lésbicas, transexuais e bissexuais que não podem fazer isso em muitos lugares do mundo, sem esquecer o lado lúdico deste acontecimento.

“Nos manifestamos por que não podem” é o lema de uma manifestação que seus organizadores –Cogam, Felgt e Aegal– insistiram que “é uma manifestação, não um desfile, não uma cavalgada, festiva certamente, lúdica, mas reivindicativa”, dedicada neste ano à defesa dos direitos humanos LGTB.

O secretário-geral da Federação Estatal de Lésbicas, Gays, Transexuais e Bissexuais, Jesús Generelo, lembrou que esta manifestação quer “celebrar a diversidade”, mas que “a diversidade nem sempre é possível, nem todo o mundo pode celebrá-la em paz e com liberdade”.

“Fora de nossas fronteiras está acontecendo uma involução muito importante, na África estão sendo reforçadas as penalizações, mas em países mais próximos como a Rússia, Hungria, Eslováquia ou Croácia estão reforçando suas constituições para evitar por exemplo que possa existir o casamento igualitário”, assinalou.

Está previsto que Madri acolha em 2017 o World Pride, o festival mundial do Orgulho Gay.

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