O número de homossexuais que optaram pela união civil no Reino Unido desde sua aprovação em dezembro de 2005 foi de 106.834, mais do que o estimado inicialmente, informou nesta terça-feira (31) o Escritório Nacional de Estatísticas (ONS, na sigla em inglês).

A organização destacou que em 2011 houve um aumento de 6% no número de uniões de casais do mesmo sexo chegando a um total de 6.795.

O aumento superou amplamente as estimativas iniciais, que previam que entre 11 e 22 mil pessoas fossem recorrer às uniões civis nos primeiros cinco anos de aprovação.

No entanto, apenas em 2006, primeiro ano após sua legalização, foram registradas mais de 16.100 uniões civis. O número diminuiu posteriormente para 6.281 em 2009, subindo até 6.795 em 2011.

A ONS também revelou que durante os primeiros anos foram mais homens que mulheres que optaram por esta via jurídica, embora a partir de 2009 foram igualando entre ambos sexos.

A média de idade das pessoas que recorrem às uniões civis supera os 40 anos de idade no caso dos homens e 38 anos no das mulheres.

As cidades britânicas de Brighton e Hove (sul da Inglaterra) são os lugares mais populares para oficializar as uniões civis além de Londres, onde no ano passado houve 1.731 celebrações desse tipo, um quarto do total.

A união civil confere aos membros do casal praticamente os mesmos direitos que o casamento, com exceção do nome. O primeiro-ministro do Reino Unido, o conservador David Cameron, planeja legalizar os casamentos homossexuais antes de 2015, apesar das duras críticas de grupos religiosos.

Depois de tomar conhecimento destes números, um porta-voz do Ministério do Interior lembrou que os casais que formam atualmente uma união civil poderão transformá-la em breve em casamento.

“Este governo acredita que a sociedade é mais forte quando os casais se comprometem; por isso é tão animador ver que cada vez mais casais do mesmo sexo formam uniões civis. Agora queremos fazer com que seja possível que todos os casais, sem importar seu sexo, possam se casar”, assinalou o porta-voz.

O governo britânico anunciará no final do ano os resultados da consulta que realiza atualmente sobre este assunto.

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