O escritor canadense Farley Mowat, um ecologista ferozmente oposto à caça comercial de focas, morreu nesta quarta-feira aos 92 anos de idade, informaram fontes oficiais.

Mowat, autor de mais de 40 livros dos quais um dos mais famosos é “Os Lobos Nunca Choram” (1963), sobre a vida desses animais no norte do Canadá e que foi levado ao cinema em 1983, morreu em sua casa de Port Hope, cerca de 100 quilômetros ao leste de Toronto, cinco dias antes de seu 93º aniversário.

O primeiro-ministro canadense, Stephen Harper, lamentou em comunicado a morte do escritor, um frequente crítico das políticas ambientais de seu governo, especialmente desde que retirou o Canadá do Protocolo de Kioto em 2012.

Harper disse que “Mowat foi um reconhecido autor, ecologista, ativista e veterano da Segunda Guerra Mundial que serviu em toda a Europa. Um dos autores canadenses mais lidos, era um narrador genuíno com um autêntico dom para compartilhar lembranças pessoais de forma engenhosa e simpática”.

Mowat retornou ao Canadá após a Segunda Guerra traumatizado pelos horrores do conflito e desencantado com os seres humanos, o que o levou a buscar refúgio na natureza, especialmente no Ártico canadense.

“Não gostava da maldita raça humana”, declarou em 2005 em uma entrevista ao jornal “The Globe and Mail”.

Como ativista, Mowat é considerado um dos intelectuais que criou o movimento ecologista no Canadá.

A organização Sea Shepherd Conservation Society, considerada por muitos como um grupo ecologista radical, nomeou sua embarcação principal como “Farley Mowat” em homenagem ao escritor. 

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