Você ainda cai naquela armadilha das dietas malucas e absurdas na esperança de conquistar o famigerado “corpo de praia”? Senta aqui, pois uma moça chamada Aimee Copeland tem muito o que nos ensinar sobre essa obsessão pelo corpo perfeito – que acaba se resumindo em chateação, frustração e zero curtição no verão. Tudo começou quando Aimee se feriu em uma viagem, durante o mestrado, de acordo com sua biografia no Facebook.

O corte aberto na perna de Aimee se transformou em uma infecção generalizada, causada por uma bactéria que “come” carne. Entre cirurgias, diagnósticos, medicamentos e salas de hospitais, Aimee precisou encarar a amputação de alguns membros, como pernas e mãos, de cabeça erguida. Era sua única saída. Engana-se quem pensa que a garota deixou-se vencer pelo pessimismo das circunstâncias, porém. Aimee não só seguiu em frente, como também lutou para conquistar o segundo mestrado, dessa vez em Serviço Social, tornando-se uma referência em ativismo para pessoas com algum tipo de deficiência.

Aimee arrasou ainda mais com um post em seu perfil no Facebook que resume, de uma vez por todas, o que é ter um corpo de praia. Ela é sarada? Bronzeada? Usa os últimos modelos de roupa de praia da estação? Não. A diferença é que Aimee conseguiu se libertar da vergonha das próprias cicatrizes. Ela aprendeu a amar as próprias falhas e descobriu que nada é tão legal quanto aceitar a si mesmo, com todas as virtudes e imperfeições.

“Demorou muito para que eu me sentisse confortável e aceitasse meu novo corpo. Todos nós somos imperfeitos e existe muita beleza em nossos defeitos. São as nossas cicatrizes que constroem o nosso caráter. No fim, não tem a ver com o que você tem, e sim o que você pode fazer com aquilo que tem”, escreveu Aimee na legenda da melhor foto de praia de todos os tempos. Os 12 mil likes e mais de 1800 compartilhamentos provam que muita gente está em vias de se libertar também, como Aimee. Ainda bem!

 

 

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