Desafio Intermodal Vírgula

| Créditos: gabriel quintão
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| Créditos: Taiz Dering
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| Créditos: Tuka Pereira
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| Créditos: gabriel quintão
Nossos desafiantes: Rene Weiss (bicicleta), Tuka Pereira (a pé), Jacqueline Fernandes (carro), Taiz Dering (ônibus) e Leandro Carneiro (metrô) saíram do prédio do Virgula por volta da hora do almoço, na última quarta (19). | Créditos: gabriel quintão

Na semana em que se comemora o Dia Mundial sem Carro, cinco funcionários do Virgula foram para as ruas de São Paulo checar qual meio de transporte realizaria mais rapidamente o trajeto avenida Paulista – Praça da Sé.

Para realizar o nosso próprio desafio intermodal (nome usado para esse tipo de corrida usando meios de transporte diferentes), convocamos o webmaster Rene Weiss (bicicleta), a editora de Lifestyle Tuka Pereira (a pé), a executiva de contas Jacqueline Fernandes (carro), o repórter esportivo Leandro Carneiro (metrô) e a repórter de Inacreditável Taiz Dering (ônibus).

Os cinco participantes largaram juntos da frente do prédio do Virgula, na Paulista, rumo à escadaria da Catedral da Sé, para ver se a suspeita de que o carro deixou de ser o meio de transporte mais eficiente nesta cidade se confirmaria.

São Paulo tem hoje um veículo para cada dois habitantes. Isso traduzido em números significa que são 5,2 milhões de carros nas ruas e garagens desta megalópole que tem no trânsito uma das principais causas de dor de cabeça de seus habitantes.

Neste sábado (22), quando se comemora o Dia Mundial sem Carro, é bem provável que o trânsito faça você perder boa parte do seu tempo e do bom humor, já que hora do rush não é mais “privilégio” dos dias da semana.

Precisa dizer quem ganhou?! A bike, claro! Para a surpresa geral, porém, o metrô foi o penúltimo colocado, ganhando apenas de quem foi a pé. Entenda o que aconteceu clicando nas fotos acima e lendo os relatos abaixo.

1º lugar – bicicleta: 13 minutos

“Escolhi percorrer a avenida Paulista e a avenida Brigadeiro Luiz Antônio para o trajeto. Como o caminho é praticamente uma linha reta, consegui seguir o fluxo entre os carros, parando apenas a cada sinal vermelho. Como ciclista, ainda poderia ter optado por desmontar da bike em alguns momentos e atravessar faixas de pedestres para agilizar o percurso, mas, como praticamente não havia trânsito, não foi necessário. Não fui fechado por nenhum carro ou ônibus e tampouco nenhum pedestre atrapalhou o caminho surgindo de surpresa em minha frente. Andando pelo lado direito da via, que é por onde passam os ônibus, a pista ou é esburacada, devido ao peso dos veículos, ou não tem asfalto uniforme, pois já foram muitos os restauros. Por isso, foi preciso redobrar a atenção, pois qualquer buraco poderia me fazer cair”, Rene Weiss.

2º lugar – ônibus: 21 minutos

“Chegar à Sé foi bem tranquilo. Fui caminhando até a Brigadeiro Luiz Antônio, o que demorou menos de 5 minutos, e nem precisei esperar o ônibus, que já estava no ponto. Ao entrar, encontrei vários lugares vazios e pude escolher onde sentar. No ponto seguinte, a coisa já mudou um pouco, entraram várias pessoas e algumas ficaram em pé. O percurso seguiu sem trânsito e, em 18 minutos (a contar da saída do Virgula), já estava descendo na Praça João Mendes. Demorei um pouquinho para atravessar a rua, cheguei na Catedral e não vi ninguém, mas já tinha avistado o Rene dando voltas de bicicleta, enquanto eu aguardava o sinal abrir. Subi as escadas, olhei dentro da igreja e então zerei o cronômetro, que marcava 21 minutos”, Taiz Dering.

3º lugar – carro: 21 minutos e 20 segundos

“Peguei a avenida Paulista, alameda Joaquim Eugênio de Lima e alameda Santos para pegar a Avenida Brigadeiro Luiz Antônio. Até aí, o trânsito estava bastante carregado. Fiquei bem surpresa, pois não se tratava de um horário de pico. Na descida da avenida Brigadeiro Luiz Antônio, o trânsito se descomplicou e pude seguir sem tráfego até a Praça da Sé. Encontrar um estacionamento foi complicado. Dei uma volta na praça e acabei entrando em um estacionamento que não tinha mais vagas disponíveis. Só encontrei um estacionamento em uma rua atrás da Catedral. Paguei R$15 a hora e achei extremamente caro”, Jacqueline Fernandes.

4º lugar – caminhada: 28 minutos

“São Paulo, 13h00, calor de 33 graus, sem chuva há mais de 60 dias… Caminhar 3,3 km sob essas circunstâncias para chegar à Praça da Sé não seria tarefa das mais fáceis, embora a distância não fosse muito longa. Escolhi simplificar o caminho e percorrer a avenida Brigadeiro Luiz Antônio para o trajeto. Como obstáculos, encontrei calçadas esburacadas (enfiei meu pé num desses buracos e quase caí) e ocupadas por mendigos, cruzamentos sem faixas de pedestres, sinais de pedestres que demoram muito para abrir e pessoas em pontos de ônibus espalhadas pela calçada, atrapalhando a passagem de quem quer simplesmente seguir em frente. Tirando esses fatores, não tive dificuldades”, Tuka Pereira.

5º lugar – metrô: 29 minutos

“Saí do ponto de partida até a estação Trianon/Masp rumo à linha azul, na estação Paraíso. Em dez minutos, cheguei à estação Paraíso. Tudo ia bem até chegar na estação Vergueiro, onde fiquei parado durante quatro minutos sem nenhuma informação passada pelo condutor do metrô. Depois desse tempo, o trem voltou a andar até a estação Liberdade, duas estações à frente e apenas uma antes da Sé. No entanto, uma pausa de longos sete minutos, novamente sem informação, fez com que o tempo de chegar até a Sé aumentasse e muito. Após a segunda grande parada, cheguei à Sé sem grandes problemas, subindo a escadaria até chegar à igreja cumprindo um tempo total de 29 minutos”, Leandro Carneiro.


No Dia Mundial sem Carro, veja quem ganhou o desafio intermodal do Virgula

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