Em 2018, uma análise feito pelo coletivo argentino Ruidosa analisou a participação de artistas mulheres em festivais na América Latina nos últimos 3 anos. Os números revelaram que ainda falta muito para mulheres serem incluídas na mesma frequência que os homens, e que o avanço tem sido mínimo.

Músicos argentinos se uniram para propor uma lei que exigisse que pelo menos 30% do line-up de festivais realizados no país fossem compostos por artistas mulheres. A lei foi aprovada no senado argentino dia 22 de maio, com 50 votos a favor e apenas um contra.

Nas redes sociais, é possível perceber que alguma pessoas resistiram à lei, dizendo que ia contra a liberdade de escolha. Considerando que até para a política foi necessário implementar um cota, ficou claro para os artistas do país que a proposta era necessária.

Francisca Valenzuela, criadora do Ruidosa, comentou que “se hoje, de forma natural e orgânica, nós não conseguimos garantir a participação de mulheres e outras minorias – não só em festivais de música, mas até em vagas de gerência ou sindicatos – é importante conscientizar sobre o problema e agir para garantir a mudança”.

Uma iniciativa como essa cria um precedente importante para outros países. A análise do coletivo avaliou outros países além da Argentina, como México, Chile, Colômbia, e México, provando que o problema na América Latina está generalizado. A música de muitas artistas mulheres foi e é vital para a cultura de muitos países, entre eles o Brasil.

As mais influentes dos últimos 20 anos: Veja uma lista que comprova que ainda tem muita mulher cantando demais pra pouco festival

 

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