O secretário-geral das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, pediu nesta quinta-feira aos países-membros que não deixem de “levantar a voz” para lutar contra a discriminação por motivos de orientação sexual.

Ban inaugurou um encontro entre ministros de diferentes países no marco da Assembleia Geral da ONU para combater a violência e a discriminação contra os homossexuais, uma reunião na qual reconheceu se sentir “orgulhoso” pelos passos que a organização está dando até o momento nesse quesito.

No encontro participaram o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, o chanceler da Argentina, Héctor Timerman, e o ministro das Relações Exteriores da Holanda, Frans Timmermans, que coincidiram na importância dos governos juntarem forças para acabar com este tipo de discriminação.

Assim, Kerry disse que os Estados Unidos seguem com o objetivo de avançar no reconhecimento dos direitos da comunidade homossexual no próprio país e no resto do mundo, algo em que quer se envolver “pessoalmente” para o desenvolvimento da paz, da prosperidade e da igualdade no mundo.

“Não acho que seja tempo de se alarmar, mas de atuar, de mostrar a realidade porque nosso trabalho tem a oportunidade de ser visto realizado”, acrescentou o democrata.

Por sua vez, Timerman assegurou se sentir “orgulhoso pela luta homossexual na Argentina” e que esta batalha seja feita com armas das Nações Unidas, como a educação, e não com violência, por isso que considerou que a comunidade gay “ensinou uma lição a todos” no país latino-americano.

Finalmente, o ministro holandês, que moderou o ato, fez uma chamada à tolerância por parte de todas as sociedades rumo aos casais do mesmo sexo, já que “não pode ter nada ruim no amor entre adultos”.

“Esta atitude é algo que devemos incorporar em nossas vidas e também os direitos humanos que derivam dela”, afirmou Timmermans. 

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