Masarrat Misbah é dona se um salão de beleza em Lahore, no Paquistão, e com seu conhecimento ela tem empoderado mulheres vítimas de ataques com ácido no país. Um crime absurdo, mas infelizmente comum. E, pior, que pune apenas 18% dos responsáveis.

Vítimas aprendem trabalhos de salão de beleza para se sustentarem

Reprodução / Refinery 29 Vítimas aprendem trabalhos de salão de beleza para se sustentarem

Ela criou a Depilex Smile Again Foundation em 2003, quando uma sobrevivente de ataque chegou ao seu salão. “Imagine uma mulher sem rosto. Alguém sem olhos, nariz, lábios, orelhas e cabelo”, disse ao site Refinery 29.

Desde então, ela dá cursos de um mês ensinando as vítimas como fazer unhas, cabelos e alguma maquiagem. O objetivo é empoderar economicamente estas mulheres para que elas ganhem dinheiro para pagarem as dezenas de cirurgias necessárias para reconstrução da face. “Conseguimos ensinar apenas isto porque a maioria fica parcialmente cega com o ácido e não conseguem fazer trabalhos muito detalhistas”, explica Masarrat.

Até hoje, 423 vítimas assistiram às aulas. Entre elas, Noreen Jabbar, de 32 anos. O marido jogou ácido em seu rosto em 2014 quando ela pediu o divórcio. Seus planos são de abrir um salão para conseguir sustentar as três filhas.

Farah Sajjad, de 35 anos, foi atacada pela cunhada. Seu marido vivia fora do Paquistão e mandava dinheiro para a família toda. Quando pediu que a mulher fosse viver com ele no outro país, a cunhada ficou com medo que ele parasse de enviar dinheiro e jogou ácido em Farah. Hoje, o marido não a ajuda mais e ela trabalha para sustentar os filhos.

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