O isolamento social mudou a rotina dos brasileiros, a forma com que se relacionam e até mesmo como consomem. Um estudo divulgado nesta semana mostra que a população aderiu novos hábitos de consumo como consequência da pandemia: 67% do público descobriu, ao menos, uma nova forma de compra que pretende manter na fase pós-isolamento social.

De acordo com o estudo realizado pela empresa de tecnologia Criteo, comprar mercadorias online ou por aplicativos e pedir comidas por serviços de delivery estão entre os principais comportamentos adotados pelos brasileiros durante a pandemia. Mais da metade dos entrevistados (52%) afirmou que pretende manter o hábito de comprar mantimentos online.

O ano atípico pode ter obrigado a inserção de novos hábitos na rotina, mas uma coisa não mudou: as maioria das pessoas ainda faz questão de comprar presentes em datas especiais.

No Dia dos Namorados, o estudo identificou que mais consumidores se adiantaram para garantir os presentes em comparação com o ano passado. Mas se em 2019 houve um crescimento de 25% nas compras na véspera da data, em 2020 as vendas marcaram um aumento de 18%.

Devido ao distanciamento social, o envio de presentes também cresceu e isso é uma tendência que deve continuar: nos próximos meses, 41% dos consumidores pretende aumentar a prática de comprar presentes online e enviar diretamente para o destinatário. E 35% quer diminuir a entrega presencial.

Os presentes não materiais, como cupons, vale-presentes e vouchers ficaram mais populares e ganharam o gosto do brasileiro, já que 36% afirmou que irá utilizá-los com mais frequência em datas especiais.

Em relação à reabertura dos shoppings, uma grande parcela dos consumidores ainda se sente insegura em retornar às lojas físicas. Cerca de 4 entre 10 brasileiros está pronto para voltar aos shoppings daqui a dois meses. Uma porção ainda maior (27%) diz que vai demorar de três a cinco meses para entrar em lojas físicas; 18% acredita que o processo vai levar de seis a nove meses; enquanto 16% afirma que só voltará aos estabelecimentos após mais de nove meses.

Dos entrevistados, apenas 15% estariam dispostos a voltar a frequentar shoppings imediatamente.

Em relação às viagens, apesar de 68% dos brasileiros estariam ansiosos para viajar de novo, 38% dizem que vão demorar mais de nove meses para entrarem em um avião, enquanto 24% afirmam que esse processo deve demorar de seis a nova meses. A preferência, por enquanto, fica por viagens curtas, de um dia ou um final de semana.

Criando novos hábitos

Como dito no início, a pandemia motivou muitos consumidores a adotarem o hábito de pedir comidas por serviços de delivery. Em contrapartida, proporcionou mais tempo em casa e fez com que 53% das pessoas passassem a cozinhar mais, uma ação que pretendem transformar em costume.

O isolamento social forçado foi visto, por cerca de dois terços dos entrevistados (65%), como uma oportunidade para repensar antigos hábitos. Sem os deslocamentos básicos do dia-a-dia e sem academias, as pessoas se voltaram para a compra de aparelhos de ginástica e download de aplicativos de treinos. Para quem aderiu a essa prática, 50% pretende mantê-la com o fim da pandemia.

O home office também ganhou seu espaço. Apesar de estar em um ambiente mais sujeito à distrações, funcionários e empresas notaram mais pontos positivos do que negativos, e 46% dos que adotaram essa prática pretendem mantê-la.

E com novos hábitos, vem um novo corpo. A variação de peso também foi notada pelo estudo.

Segundo os dados apresentados, mais da metade dos brasileiros ganhou, em média, mais de 3 kg durante o confinamento. Os Millennials são os que lideram essa lista.

Há também uma parcela que perdeu peso, sendo a Geração Z a que mais tem representantes nessa fatia (22%).

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