pet a mesa

Crédito: Reprodução

Já pensou se o seu cãozinho não só pudesse frequentar alguns restaurantes com você, mas também fosse tratado como um cliente? Essa é a ideia do educador de animais e fundador da Cão Ideal, Gustavo Campelo, que criou o projeto Pet à mesa.

O projeto funciona da seguinte maneira, a cada semana Gustavo convida um cachorro treinado e seus donos para experimentar e avaliar essa experiência de frequentarem juntos um restaurante.

O foco do projeto é mostrar que os cães que são educados adequadamente sabem se comportar em todos os ambientes, até mesmo em restaurantes.

“É claro que os cães precisam aprender como se comportar nesses locais. Eles não podem pular na mesa, pedir comida, latir, avançar nos garçons, entre outras coisas. Por isso, todos os cachorros precisam passar por um processo de educação e socialização para frequentar restaurantes sem gerar incômodo”.

“Se o cão apresenta sinais de ansiedade, agressividade, late muito ou não se dá muito bem com outros cães, é sinal que um adestramento será bem vindo”, afirma Gustavo.

O profissional afirma que o tempo de adestramento pode variar bastante de cão para cão. Mas um adestramento básico demora em média 4 meses. E filhotes são mais rápidos para aprender.

“Os cães adoram ficar próximos a nós. E nós adoramos que eles estejam por perto. Cães educados ganham o privilégio de fazer parte do dia a dia e da rotina da família e isso é muito interessante para os dois lados”, completa.


Restaurantes

O educador de animais diz que faz visitas para saber se os estabelecimentos também tem condições para receber os cães. Ele avalia qual o tipo de tratamento e a forma como tudo acontece durante a refeição.

“Os restaurantes que já são considerados Pet Friendly tem satisfação em receber os animais e entendem que o cão faz parte da vida dos seus clientes. Treinam os funcionários para oferecer água aos animais”.

“Já em relação a comida, não acho uma boa ideia nem o dono levar e nem o restaurante oferecer. Os cães devem se alimentar em casa. No restaurante, no máximo um snack para cães ou um osso para o animal roer embaixo da mesa”, afirma.

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O idealizador do projeto, Gustavo Campelo/ Crédito: Reprodução

“Aos poucos o Brasil está evoluindo na cultura Pet Friendly. Acredito que a melhor ferramenta é a educação. Se os cães forem comportados, não vejo motivos para não frequentar os mesmos lugares que nós”.

“Por isso é importante que os proprietários dos animais sejam conscientes e apenas levem os cães se eles forem educados. Se não for o caso, o ideal é procurar ajuda profissional”, conclui Gustavo.

A princípio, o projeto surgiu pensando em cães, mas muitos clientes já pediram para o Gustavo fazer com gatos também. Ele diz que está avaliando o caso. Vamos torcer!

Até o momento, quatro restaurantes foram avaliados pelo projeto pet à mesa: o Ecully (perdizes), o Konstanz (Moema), o Zena Caffè (Jardins) e o Forquilha Forneria (Pinheiros). Muitos outros ainda serão avaliados.

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