Um ícone mundial com mais de 60 anos de idade está prestes a ser implodido. A revista Playboy, cuja edição original norte-americana estreou em 1953, anunciou que a partir de 2016 será publicada seguindo um novo “detalhe”: não terá mais fotos de mulheres nuas.

Pois é. A Playboy se consagrou justamente por ser a pioneira no ramo. Desde 1953 nos EUA (e a partir de 1975 no Brasil), trazia em suas páginas ensaios fotográficos mostrando a nudez de atrizes, modelos, starlets, pin-ups, wannabes e afins. A capa de estreia em 53 trazia Marilyn Monroe.

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Nas primeiras décadas, os ensaios eram bastante comportados e as mulheres mostravam curvas, pedaços da bunda, pernas e coxas. A partir dos anos 70, já se viam seios. E finalmente, em 1980, surge o nu frontal.

Mas agora tudo isso será passado. Segundo o site do jornal The New York Times, a decisão foi tomada após sugestão de Cory Jones, editor da Playboy norte-americana. Jones sugeriu para Hugh Hefner, o lendário fundador da revista, que a Playboy deixasse de exibir mulheres nuas.

O eterno bon-vivant Hefner, hoje com 89 anos, aceitou. Então a partir de março de 2016 a Playboy americana exibirá mulheres em poses insinuantes e provocantes, mas elas não estarão totalmente nuas e nem mostrarão tudo. Enfim, serão “ensaios sensuais“.

O motivo da mudança é o poder da internet. “Hoje você está a um clique de qualquer ato sexual que possa imaginar, e de graça”, comentou um executivo da revista. O New York Times refletiu: “Para toda uma geração de homens, ler a Playboy era um ritual, um ato ilícito cometido à luz do dia. Agora, qualquer adolescente tem um celular ligado na internet. Revistas pornográficas perderam seu valor de choque, seu valor comercial e seu valor cultural”.

A queda nas vendas da Playboy impressa é um fato. Em 1975, a revista vendeu mais de 5 milhões de exemplares. Em 2015, vendeu apenas 800 mil. Diante desse quadro irreversível, a Playboy fez sua escolha. Assim, a partir de março de 2016, os leitores da revista (na edição americana) terão ensaios sensuais e o restante continua igual (entrevistas, reportagens, etc.).

Tá bom. Mas… e a Playboy brasileira??? Será que vai seguir esse mesmo caminho?… Cri… Cri… Cri…

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