Há tempos que cultivar uma bela barba deixou de valer como credencial direta pra ser associado a algum terrorista do Islã ou com algum dos músicos dos Los Hermanos. Com a hipsterização (alou, lumbersexuais!), a barba passou a ser definitivamente um traço da vaidade masculina contemporânea e muitos caras famosos, musos como Brad Pitt, Caio Castro, Thiago Lacerda, Ryan Gosling e Leonardo DiCaprio, aderiram com sucesso a fartura dos faciais.

Barba

Barbados pela história afora

Sabia que no Egito Antigo, os membros mais abastados da nobreza, por exemplo, cultivavam a barba como um sinal de status? Entre os gregos ser barbado era bastante comum também. Prova disso é que muitas das imagens que representavam os famosos filósofos eram sempre acompanhadas de uma farta rama de pelos.

Já na civilização romana, a barba integrava um importante ritual de passagem. Todos os rapazes, antes de alcançarem a puberdade, não poderiam cortar nenhum fio de cabelo ou barba. Quando atingiam o momento de passagem entre a infância e a juventude, raspavam todos os pêlos do corpo e os ofereciam aos deuses. Os senadores costumavam preservar a barba como símbolo de seu status político. Nessa mesma sociedade surgiram os primeiros cremes de barbear, produzidos através do óleo de oliva.

Durante a Idade Média, a barba sinalizou a separação ocorrida na Igreja Cristã com a realização do Cisma do Oriente. Muitos dos clérigos católicos eram aconselhados a fazerem a barba para que não parecessem com os integrantes da igreja ortodoxa ou até mesmo com os costumeiramente barbudos judeus ou muçulmanos.

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