Os organizadores do Miss Universo anunciaram nesta terça-feira (10) que as transexuais poderão participar do concurso de beleza a partir do próximo ano, o que ocorre uma semana depois de ser negada a inscrição da transexual Jenna Talackova na competição do Canadá.

“Queremos dar reconhecimento onde existe mérito”, declarou nesta terça-feira a presidente da Organização Miss Universo, Paula Shugart, em comunicado assinado em conjunto com a Aliança Gay e Lésbica contra a Difamação (GLAAD, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, que negociou com essa organização durante duas semanas para que transexuais pudessem concorrer.

A mudança nas regras da seleção, que até agora só permitia mulheres de nascimento competir, surge depois da polêmica gerada pela desqualificação da transexual canadense Jenna Talackova, do concurso Miss Universo Canadá, que acontecerá em maio.

A jovem reagiu contratando um advogado para tentar reverter o caso e recebeu o apoio da GLAAD, que desde então pressiona os organizadores do concurso para que voltem atrás na decisão e permitam que qualquer transexual possa entrar na disputa pela coroa do Miss Universo.

“A decisão de incluir as mulheres transexuais em nossos concursos de beleza é um resultado de nossas discussões com a GLAAD e não por causa da representação na justiça movida por Jenna”, acrescentou a presidente da Organização Miss Universo.

A desclassificação de Talackova, que declarou sentir-se mulher desde os quatro anos de idade e se submeteu a uma operação de mudança de sexo aos 19 anos, provocou uma grande discussão no Canadá.

“Elogiamos Jenna e todos os defensores da comunidade LGTB que tenham feito a mudança de sexo e elevado sua voz na defesa das mulheres transexuais”, disse o porta-voz da GLAAD, Herndon Graddick, quem comemorou a decisão da Organização Miss Universo e do magnata Donald Trump, quem possui os direitos da franquia.

Graddick afirmou que “em um momento no qual ainda são negadas as mesmas oportunidades de habitação, emprego e saúde às transexuais, a decisão desta terça-feira responde ao aumento do apoio aos transexuais em todo o país”.

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