Versace é acusada de utilizar 'código' para se referir a clientes e consumidores negros nas lojas

Divulgação Versace é acusada de utilizar ‘código’ para se referir a clientes e consumidores negros nas lojas

Existem muitos mecanismos sutis e silenciosos para perpetuar o racismo em suas mais distintas formas. Em lojas da Versace, segundo denúncia formal de um ex-funcionário, o caminho é tratar clientes e consumidores negros por meio de códigos, como um alerta entre funcionários assim que eles entram em alguma das lojas oficiais da grife.

Funcionaria como um mecanismo de segurança, por assim dizer, evitando furtos e outros pequenos delitos. Essa é a prova de que 2016 sempre pode piorar, né, gente.

Christopher Sampino, ex-funcionário, resolveu processar a Versace com base nessa postura racista e discriminatória em relação aos consumidores negros, além de outros abusos e violações do vínculo empregatício. De acordo ele, os funcionários eram orientados a usar o código “D410” toda vez que um cliente negro entrasse na loja. O código faz referência a roupas pretas no catálogo da Versace.

Código funcionava como um “alerta” para funcionários

Como se não bastasse, os empregados deviam “disfarçar” e segurar alguma peça aleatória, na cor preta, enquanto faziam o alerta codificado, para que nenhum consumidor estranhasse a situação – principalmente aqueles que deveriam ser “vigiados” ao adentrar a loja.

Quando recebeu essa ordem, Christopher entrou em choque e confrontou seu gerente. “Perguntei se ele tinha alguma ideia do fato de eu também ser um cidadão afro-americano”, conta. Depois do episódio, o tratamento destinado a Sampino mudou. Ele não recebeu o treinamento adequado para o trabalho e foi demitido duas semanas depois.

A justificativa da equipe foi a de que Christopher não entendia o mercado de luxo. Segundo o TMZ, a Versace negou todas as acusações.

 

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