“Prepare-se para acreditar”, diz o slogan do Museu da Criação, que fica em Petersburg, no estado de Kentucky, nos Estados Unidos. A instituição requer mesmo uma dose de fé – ou bom humor – para conciliar tantas ideias contraditórias.

Com 70 mil metros quadrados, o espaço inaugurado em 2005 segue os moldes dos museus de história natural – mas de acordo com a criação do universo contada na Bíblia, mais precisamente no Antigo Testamento.

Uma nova ala do museu, inaugurada recentemente, causou polêmica na comunidade científica. O espaço apresenta uma teoria religiosa para explicar a existência de Lucy, fóssil de 3,2 milhões de anos descoberto em 1974 – e que a ciência afirma ser o intermediário entre chimpanzés e a raça humana. O criacionismo, no entanto, refuta a teoria do evolucionismo.

Em outra área do museu, uma representação em tamanho real do Jardim do Éden mostra personagens bíblicos como Adão e Eva passeando entre dinossauros. Perto dali, é possível conferir a Arca de Noé, ainda em construção.

As 160 exposições do local levam o visitante para “conhecer o verdadeiro sentido da vida”. Há pavilhões com artefatos bíblicos, outros com dragões da mitologia chinesa, além de espaços dedicados à história da Bíblia ao longo dos séculos.

Outra aposta do museu é a tecnologia. Há um cinema voltado para efeitos especiais, com cinema 4D, além de um planetário com projetor digital. Um jardim com seis mil plantas de 500 variadades é adornado por esculturas de dinossauros em tamanho real, além de borboletas e tartarugas de verdade.

Há também pavilhões nos quais é possível fazer um pique-nique e um zoologico com apenas filhotes de espécies dóceis para levar as crianças.

Um dos destaques é um filme que narra o início de universo de acordo com a Bíblia, no qual Deus levou seis dias para criar o mundo. A exibição, por outro lado, é mais dinâmica: leva apenas quatro minutos. 

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