Os argentinos percorrem as ruas do país rumo aos centros turísticos para comemorar o Carnaval, proibido pela ditadura há 35 anos e restaurado pelo Governo de Cristina Kirchner.

 As bandas retornam aos bairros de Buenos Aires e de outras grandes cidades, enquanto as estradas ficaram cheias de turistas que se dirigiam a balneários e a Gualeguaychú, localidade do nordeste argentino que nos últimos anos se transformou “na capital” nacional das festas.

O “Carnaval federal da alegria”, decretado em novembro por Cristina, conta com músicos de 65 municípios de todo o país, o que disparou o turismo interno, como queria o Governo.

Os hotéis de Mar del Plata, a 400 quilômetros de Buenos Aires, e de outros balneários vizinhos, tiveram 80% de sua capacidade ocupada, enquanto localidades turísticas do centro e do nordeste do país superaram 60%, segundo operadoras de turismo.

Mas o principal ponto de interesse popular continua sendo os festejos de Gualeguaychú, na fronteira com o Uruguai, onde para este “fim de semana longo” são esperados milhares de turistas, indicaram.

As festividades de Carnaval foram proibidas em 6 de junho de 1976 pelo então presidente Jorge Videla, atualmente condenado a prisão perpétua por crimes contra a humanidade e processado por roubo de bebês filhos de desaparecidos durante a ditadura.

Argentina retoma festividades de Carnaval proibidas pela ditadura há 35 anos

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