Clint Eastwood já conseguiu quem queria para o papel de J. Edgar Hoover em seu próximo filme, Hoover. Agora, decidiu quem gostaria que fosse o suposto amante do personagem: o diretor deseja que Joaquin Phoenix seja o par do protagonista Leonardo DiCaprio.

Segundo o site Vulture, da NY Magazine, Eastwood tem interesse em colocar Phoenix no papel de Clyde Tolson. No entanto, isso não significa necessariamente que os atores farão cenas ousadas.

A história dos dois deve ser contada de forma bastante sutil, embora ocupe um espaço importante na trama – assim como aconteceu na vida real. Tolson foi o braço direito de Hoover de 1947 a 1972 e os dois eram tão próximos que, mesmo fora dos escritórios do FBI, estavam sempre juntos: jantavam, iam a clubes e chegavam a viajar nas férias.

As suspeitas sobre os dois, que nunca admitiram serem gays e muito menos algum tipo de envolvimento, aumentaram ainda mais depois da morte de Hoover. Em seu funeral, foi Tolson quem recebeu a bandeira americana que cobria o caixão. E, além de ser o único beneficiário do seguro de vida do ex-chefe, também foi citado no testamento e ficou com a casa onde ele morava.

J. Edgar Hoover assumiu a chefia do FBI em 1924 e ficou 48 anos no cargo, até sua morte, em 1972. Nesse período, no qual oito presidentes passaram pela Casa Branca, ele transformou um departamento corrupto e ineficiente na organização policial mais conhecida e moderna do mundo.

Seu nome se tornou especialmente famoso por sua caçada aos gângsters, nos anos 30, mas ele recebeu muitas críticas a partir da década de 60, quando perseguia comunistas e líderes de diversos movimentos, além de espionar congressistas que considerava suspeitos.

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