Em 1997, muita gente se surpreendeu quando dois “garotos” (de 25 e 27 anos), até então praticamente desconhecidos, levaram o Oscar de melhor roteiro por Gênio Indomável.

O prêmio marcou a passagem de Matt Damon e Ben Affleck ao clube das estrelas de Hollywood. Mas, mais do que isso, foi um merecido reconhecimento a um trabalho iniciado bem antes do que a maioria imagina.

Matt Damon, que nesta sexta (08) completa 40 anos, conheceu Affleck ainda criança e os dois estudaram juntos e começaram a atuar nas peças do colégio também em parceria.

Quando Damon teve a ideia inicial do que se transformaria em Gênio Indomável, chamou o melhor amigo para colaborar. Os dois passaram cinco anos escrevendo e tentando vender o roteiro que um dia, enfim, foi parar nas mãos da Miramax. E o resto é história.

Mas se engana quem acha que esse foi o primeiro contato de Matt com o cinema. Antes de subir ao palco para receber aquela estatueta, ele já tentava se estabelecer como ator havia nove anos, desde que fez sua estreia com uma ponta em Três Mulheres, Três Amores.

Em 92 ele chegou a acreditar que a coisa ia deslanchar, depois de ter feito Geronimo: An American Legend ao lado de Gene Hackman. Tanto que até abandonou a universidade de Harvard e mudou para Los Angeles pela carreira. Mas não valeu. Ele realmente precisaria esperar até 1997.

Em compensação, a partir dali a sorte (aliada ao indiscutível talento, claro) de Matthew Paige Damon nunca mais mudou. Logo depois do Oscar ele foi convidado por Spielberg para fazer O Resgate do Soldado Ryan e encarnou Tom Ripley, o personagem que o tornou conhecido de vez entre o grande público.

E hoje, treze anos após a grande virada, Damon chega aos 40 anos com dezenas de sucessos no currículo, mais uma indicação ao Oscar (por Invictus, de 2009) e o respeito de diretores do calibre de Martin Scorsese e Clint Eastwood.

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