Começou nesta quarta-feira (10) a quarta edição da ArtRio, maior feira de arte a América Latina, no Píer Mauá, no Rio de Janeiro. Com mais de 100 galerias e 4 mil obras de arte, a feira, que vai até o dia 14, é a mais promissora desde então, garante o sócio e organizador Luiz Calainho.

Para ele, o sucesso na organização da Copa do Mundo contribuiu para a imagem do Brasil frente ao mercado de arte internacional. “Depois da Copa, curadores, colecionadores e galerias começaram a ligar, interessadas em participar”, conta. “Aumentou muito a procura. Com isso, as galerias conseguiram atrair muito mais compradores e mesmo obras de arte importantes do mercado internacional”, revela.

A feira tem a participação de 13 países e galerias festejadas do circuito internacional como as americanas Pace e Gagosian e a White Cube, de Londres. Além disso, galerias do circuito da América Latina se destacam com preciosidades da arte brasileira. Obras de artistas como Andy Warhol, Mira Schendel, Richard Serra, Volpi, Damien Hirst e Salvador Dalí estão dispostas pelos vários galpões do evento.

Além da feira, que atrai, além de compradores e colecionadores, curiosos e jovens interessados por arte – para os quais o evento é também uma enorme exposição de obras que raramente são expostas em museus. Quando o assunto é preço, por sinal, os valores são democráticos e começam em R$ 2 mil. “Queremos acabar com essa ideia de que arte é só para quem compra e quem entende: arte é para ser sentida”, sentencia Calainho.

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