Bichinhos Parmalat

Reprodução

Um espetáculo musical onde a trilha sonora é toda composta por… jingles! Gostou da ideia? Pois vai virar realidade: vem aí O Primeiro Musical a Gente Nunca Esquece, que estreia em SP no final de outubro.

O título da peça já dá a pista do universo que aborda: afinal, um dos comerciais brasileiros mais lembrados até hoje é o da Valisére, de 1986, que imortalizou o bordão “O primeiro sutiã a gente nunca esquece”.

Pois o espetáculo (com produção da Aventura Entretenimento) narra a história de uma família, e as peripécias familiares são costuradas por jingles de propagandas comerciais clássicas que marcaram a TV nos anos 60, 70, 80 e 90.

A montagem promete refrescar a memória do público com jingles marcantes. Então para entrar nesse jogo da memória, o Virgula decidiu listar os jingles mais inesquecíveis do Brasil. Confira a seguir e cante, se lembrar! (quem não lembrará?…)

Parmalat
Os irresistíveis filhotes bebedores de leite enterneceram os corações gerais nos anos 90:

Danoninho
Crianças fofas sempre foram um must na publicidade. Essa campanha do Danoninho durou anos:

Cremogema
Nos pré-históricos anos 70, crianças cantarolavam o hino da Cremogema (a gente não achou o comercial original, só a música. Quem souber o paradeiro desse comercial avisa a gente tá?)

Café Seleto
Mais crianças felizes: elas embelezavam a campanha do Café Seleto nos anos 70, cujo jingle durou até os 90:

Shampoo Johnsons Baby
Crianças? E que tal bem pequenas, para cativar ainda mais o coração do público? Elas eram as estrelas desse fofíssimo comercial:

Bala de Leite Kids
Guloseimas irresistíveis mereciam comerciais à altura. Este aqui, de 1978, marcou toda uma geração! Foi o auge do jingle brasileiro, com música composta pelo compositor Renato Teixeira:

Groselha Milani
Mais guloseimas. Aqui as crianças não aparecem, mas a propaganda é toda endereçada para elas, inclusive na voz que canta:

Natal existe
Mas talvez não exista nada tão emocionante em termos de publicidade com pequenos do que esta campanha que foi repetida durante anos, todo Natal. E atenção: o hoje famoso Luciano Amaral, de Castelo Rá Tim Bum, é o garoto no canto direito, percebam:

Brinquedos Estrela
Bugigangas infantis também sempre renderam grandes jingles, como este da Estrela, que também marcou época:

Lu Patinadora
Nesse sentido, vale lembrar esta pérola trash da infância 80, que rendeu bullyings contra os garotos gays nas escolas!

DDDrin
Falando em trash, o que era esta obra-prima com trilha disco music do final dos anos 70? A animação era de Ely Barbosa, autor dos personagens Fofura & Companhia. Deu tão certo que ficou no ar durante toda a década de 80:

Duchas Corona
Além das crianças, os jovens também eram alvo da publicidade. Esta campanha da Corona mostrava a galera pós-hippie dos 70 “curtindo a natureza”:

Pepsi
Na mesma linha, este comercial da Pepsi trouxe um dos jingles mais respeitados até hoje – foi composto por Sá, Rodrix e Guarabira, astros do rock rural dos 70:

US TOP
Seguindo essa trilha da juventude 70’s, a US Top veio com esse comercial:

Guaraná Antartica
Comidinhas em cena. A campanha do Guaraná Antartica nos anos 90 tinha pipoca, pizza, entre outros quitutes:

Cornetto
Sobremesa? O sorvete da Gelatto foi um hit nos 80 com este comercial cinematográfico:

Biscoitos São Luís
Dá uma olhada neste comercial paleolítico dos anos 60… saudades desses biscoitos hein?

McDonalds
Guloseima maior na vida urbana: o Big Mac. Nos anos 80, o jingle da marca decidiu popularizar para sempre a receita do sanduíche. Deu certo, alguém duvida?

Doriana
E a família, vai bem? Comerciais miram nas donas de casa, e este jingle dava uma força às mães sempre dedicadas. Feministas, fujam!

Casas Pernambucanas
Falando em mães, elas protegiam a casa contra o frio – o vilão deste histórico comercial dos anos 60:

Cobertores Parahyba
Outro clássico dos 60’s: animação típica da época, e um jingle melancólico que dá vontade de chorar!…

Honda
Máquinas possantes? A Honda marcou os anos 90 com este hilário jingle, ajudado pela interpretação do ator:

Vasp
Do chão para o ar – a Vasp também marcou gerações com seus jingles:

Varig
Mas a Varig superava, com comerciais antológicos e um jingle que atravessou décadas – até Xuxa gravou um comercial cantando ele, nos anos 90:

Bradesco
Para encerrar, um “não-jingle”: Sonho de Ícaro, hit do cantor Biafra nos anos 80, foi usado neste comercial recente, para “afugentar” o ladrão de carro. E o próprio Biafra canta a música! Francamente, ele não merecia isso!

Propagandas antigas absurdas

“Ainda é ilegal matar uma mulher”. O anuncio do que parece ser uma máquina nova de selos (ou carimbo) para cartas começa com essa frase. Não sacamos a piada...
“Os homens são melhores que as mulheres”. A propaganda já começa assim, toda errada. Na imagem, dois caras no topo, conversando sobre alguma coisa, enquanto uma mulher aparece sendo segurada (ou subindo por uma corda)
O problema é que a palavra “harder” pode ser entendida como “mais duro” e com essa imagem, bem, você pode até imaginar qual o sentido, né?
Para promover a nova coleção de jeans, a Staroup colocou duas crianças seminuas em uma moto. Um caso triste de apelação da sensualidade infantil na publicidade diretamente dos anos 80
Sabe aquela frase “mulher no volante, perigo constante”? Infelizmente as mulheres carregam esse preconceito com elas há muito tempo. O anúncio da Volks, por exemplo, foi veiculado nos anos 60
Mais um anúncio de cigarro. “Dê uma baforada na cara dela, e ela o seguira para qualquer lugar”, diz a peça. Só se for para dar o troco, né?
O pessoal que responsável pelos anúncios da Love’s Baby Soft, uma fragrância da Love Cosmetics, resolveu representar seu slogan deixando uma criança sexy???  A fragrância era muito usada por pré-adolescentes entre as décadas de 70 e 90
E a esquisitice não parou por aí. Em 1975 foi veiculado nas TVs dos EUA um comercial no qual uma mulher sensualizava com um pirulito
A marca explica no anúncio que, depois de ver as calças que o homem está vestindo, a mulher vai deixá-lo andar sobre ela. Mas isso não é nada legal, nem mostrar um homem pisando na cabeça de uma mulher, né?
Nessa propaganda, o verão é representado por uma mulher, a Verão. E o comercial ensina a não deixar o verão (ou Verão?) passar impedindo a mulher de seguir o seu caminho, abordando-a na praia
Sabão Fairy, pura apelação. Aproveitando a ingenuidade das crianças, os adultos responsáveis pelo anúncio colocaram dois garotinhos frente a frente, um negro e um branco, e a frase: “Por que sua mãe não lava você com sabão Fairy?”
No pensamento da marca, as mulheres deveriam ser comparadas com geladeiras. Oi?
Repetindo essa frase, as crianças da propaganda convenciam as mães de outras crianças a comprarem as tais tesourinhas Mickey e Minnie da Mundial. Hoje em dia esse tipo de propaganda, ou verbos no imperativo como “compre” são evitados na publicidade infantil
O preferido dos médicos, ou algo assim. A Camel usou uma propaganda assim para atrair clientes “mais inteligentes”. É tipo assim; se o cara que é médico fuma esse, vou fumar também. E se ele pular no poço?
O Chlorinol é uma marca de alvejante, ou seja, serve para branquear as roupas. E para exemplificar esse efeito do produto, o anúncio de 1890 mostra duas crianças negras desejando passar pelo processo de clareamento que a terceira criança “ex-negra” passou ao usar o produto
E qual seria esse lugar? O anúncio foi veiculado pela marca de sapatos Weyenberg Massagic, em 1974
Nessa propaganda de 1960 há um certo racismo com a cultura chinesa. O vídeo ironiza o fato do bebezinho não conseguir comer a gelatina com os hashis. E qual a solução? Comer de colher
Primeiro a mulher é representada no estereótipo “dona de casa perfeita”: bem vestida, maquiada e fazendo o jantar. Segundo: ela fica chateada porque queimou o jantar, como se tudo estivesse arruinado
Quem toma Toddy fica forte, e pode sair dando porrada por aí. Essa é a mensagem que este anúncio do famoso achocolatado passava nos primórdios. Ainda bem que hoje em dia eles usam vacas falantes...
Pense com carinho no Natal. A figura do Papai Noel, aquele bom velhinho que traz presentes para as crianças, apareceu fumando no anúncio da Lucky Strike. Péssima influência
Esse é um anúncio típico dos anos 20 e 30, quando se vendia cocaína como remédio nas “pharmacias”. Hoje em dia, no entanto, soa bem errado: “Cocaína, cura instantânea”
É uma farra. O próprio porquinho se cortando para servir-se de como comida. Um tanto doentio e desnecessário
Uma propaganda de gravata precisa ter o que? Uma mulher ajoelhada à beira da cama, servindo um engravatado folgado, é que não é...
Cuidar da pele é bom, mas a propaganda soou completamente errada nesse caso: “A maioria dos homens pergunta: ele é bonita? E não: Ela é inteligente?”. WTF?
A propaganda é um combo: menino olha uma mulher tomando banho pelo buraco da fechadura, um fica observa mulher fazendo topless, outro fica de queixo caído enquanto a salva-vidas passa bronzeador, um finge afogamento e ganha uma respiração boca-a-boca (e agarra a mulher!), na escola um menino usa o truque do espelhinho no sapato para olhar a calcinha da professora

O Primeiro a Gente Nunca Esquece: Relembre os jingles mais inesquecíveis da TV brasileira

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