O Itaú Cultural, em São Paulo, receberá em abril uma exposição sobre a estilista Zuzu Angel. Conhecida também por sua luta contra a ditadura militar no Brasil nas décadas de 1960 e 1970 – ela era mãe do ativista político Stuart Angel Jones – ela vestia a alta sociedade do Rio de Janeiro e desfilava suas peças nos Estados Unidos. Entre suas clientes estavam ainda atrizes como Joan Crawford, Liza Minelli e Kim Novak.

Entre as peças expostas estarão as da coleção que criou após o assassinato de seu filho pelo CISA, Centro de Informações da Informática da Aeronáutica, em retaliação ao seu envolvimento no MR-8, grupo guerrilheiro que lutava contra os militares. As roupas tem manchas vermelhas, pássaros em gaiolas e motivos bélicos, em alusão ao governo autoritário da época.

Em 1976, Zuzu morreu em um acidente de carro no Rio de Janeiro. Dias antes, tinha deixado com Chico Buarque um bilhete que dizia: “Se eu aparecer morta, por acidente ou outro meio, terá sido obra dos assassinos do meu amado filho”. Em 2013, foi vazado pelo Wikileaks, de Julian Assange, um documento oficial dos Estados Unidos que demonstrava a preocupação do país com a hipótese de que ela tinha sido assassinada.

A dinamarquesa Katia Johanssen, presidente do Costume Comitte, será responsável pela manipulação das roupas na exposição.

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