<br>Passados 10 anos do fracasso da Copa do Mundo da França, vários torcedores brasileiros não lembram quem eram os convocados e, se sabem, não fazem idéia por onde andam os selecionáveis da época. Será que o desastre no Saint Dennis já foi superado pelos atletas ou o episódio marcou de alguma forma negativa suas vidas profissionais? Existiria uma ”Maldição de 98"? O <b>Vírgula</b> ajuda você, leitor, a saber qual rumo tomou as carreiras de alguns jogadores da seleção, que tomou um "baile" de Zidane e companhia, no dia 12 de julho daquele ano.

<b>Taffarel</b>
Considerado um dos únicos jogadores que se destacaram na Copa, o goleiro brilhou na semifinal, contra a Holanda, defendendo duas cobranças de pênalti. Depois da França, nunca mais manteve regularidade. Hoje, Taffarel virou empresário, e vive com mulher e filhos, dividindo residência entre Porto Alegre e Parma, na Itália.

<b>Cafu</b>
O capitão do penta teve atuação discreta em 98, entretanto, marcou um dos únicos gols com a camisa da seleção. Atualmente, Cafu, que nunca foi unanimidade, está no banco de reservas do Milan.

<b>Júnior Baiano</b>
Zagueirão conhecido mais pelos lances violentos do que por qualquer outra coisa, Jr. Baiano chegou a abandonar o futebol profissional, e jogou algumas partidas do comercial "SHOWBALL". Hoje, arranjou um contrato de dois anos com o Brasiliense. Enfim, conseguiu achar clubes do seu real nível.

<b>Aldair</b>
Nunca repetiu as atuações que o credenciaram a ser titular da Copa de 98. É outro que anunciou aposentadoria, mas hoje, aos 42 anos, está jogando novamente. Adivinhem? Em um time no disputado Campeonato do principado de San Marino…

<b>Roberto Carlos</b>
Para um jogador que esteve durante uma década em um dos mais poderosos clubes do mundo, o Real Madrid, deve estar sendo uma experiência, no mínimo, diferente, disputar campeonatos da Turquia, pelo Fenerbahce. Recentemente, foi eliminado da Copa dos Campeões e quebrou a perna por estresse.

<b>César Sampaio</b>
Depois da final de 98, teve mais um ano de glórias no Palmeiras, e depois, não deu mais certo em lugar nenhum. Quando desistiu de jogar, virou comentarista e empresário. Neste ano, assumiu a gerência de futebol do Rio Claro, time do interior de São Paulo, rebaixado para a série A-2 do Campeonato Paulista.

<b>Dunga</b>
O capitão do tetra foi um dos atletas que mais se deram bem pós-França. Isso, no que se refere ao seu momento atual (é treinador da seleção brasileira), porque nos anos finais de sua carreira de jogador, o único momento marcante foram os dribles que levou de Ronaldinho Gaúcho.

<b>Leonardo</b>
Apagadíssimo na seleção de Zagallo. Até tornar-se um competente diretor de Futebol do Milan, em 2003, quando encerrou a carreira, Léo amargou passagens fracassadas por vários clubes, sempre marcadas por muitas contusões.

<b>Rivaldo</b>
Talvez seja o jogador que mais deu certo após o vice-campeonato. Foi eleito o melhor jogador do mundo em 1999, mas depois, frustrou as expectativas das torcidas de Milan e Cruzeiro, e atuou discretamente pelo Olimpiakos, da Grécia. Hoje, com aposentadoria anunciada para o meio do ano, está no AEK, também da Grécia.

<b>Bebeto</b>
Sua atuação em 98 não foi tão decepcionante, mas foi muito aquém da Copa dos EUA. A partir de 1999, depois de procurar por clubes que não o aceitaram, rodou por equipes em que já havia jogado e acabou, desaparecido, no mundo árabe.

<b>Ronaldo</b>
Oscilação. Essa é a palavra-chave para o Fenômeno. Ao final da Copa em que foi artilheiro, Ronaldo machucou o joelho gravemente centenas de vezes, mas ao mesmo tempo, alcançou intervalos de recuperação, como quando deu o penta à seleção. Hoje, está lesionado novamente. Uma chance para adivinhar em que parte do corpo…

A maldição de 98: fiasco na França mudou a vida dos atletas

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