O futebol latino-americano vai voltar os olhos para o estádio do Pacaembu, nesta quarta-feira (22). Às 21h50, entrarão em campo Santos e Peñarol (URU) para decidir a final da Taça Libertadores da América. Após um empate em 0 a 0 na primeira partida, as duas equipes chegam em pé de igualdade para a grande final.

Quem vencer leva a taça. Se houver empate, teremos disputa de pênaltis.
Para levar o título durante os 90 minutos, o Peñarol terá de fazer algo que nenhum outro time conseguiu nesta Libertadores: vencer o Santos jogando no Brasil. Foram seis partidas, entre Pacaembu e Vila Belmiro, com quatro vitórias do Peixe e dois empates – um contra o Cerro Porteño, ainda na primeira fase e outro contra o Once Caldas, nas quartas de final.

Já o desempenho dos uruguaios fora de casa é cheio de altos e baixos. Foram apenas duas vitórias e outras quatro derrotas  – sendo duas goleadas, uma contra o Independiente (3 a 0) e outra contra a LDU (5 a 0). Porém, no momento em que mais precisou e na única vez que empatou o primeiro jogo em casa na fase eliminatória, o Peñarol fez o seu papel jogando longe do Centenário. Foi contra o Internacional, nas oitavas de final. Após a igualdade por 1 a 1 no primeiro jogo, a equipe uruguaia bateu o Inter por 2 a 1 dentro de um Beira-Rio lotado.

Os santistas apostam as fichas na força de seu ataque quando joga em casa e na fragilidade da defesa adversária atuando longe de seus domínios. O Peñarol tomou o dobro de gols do que fez. Foram 14 tentos contra e sete a favor. Já o Santos vê a estatística na ordem inversa. Neymar e cia anotaram dez gols nas seis partidas que fizeram em casa, e tomaram apenas cinco – média de menos de um gol por partida.

Apesar da quantidade de gols tomados, o Peñarol não deixou de marcar em jogo algum na fase final da Libertadores. Foram dois tentos contra o Inter, um diante da Univerdidad Católica e outro no confronto contra o Vélez Sarsfield.

Confiança nos artilheiros

Para o placar sair do zero e uma das equipes conquistar o título ainda na etapa regulamentar, os artilheiros de Santos e Peñarol terão que estar em noite inspirada. 

Do lado santista, Neymar é o nome a ser parado. Além de concentrar as atenções do ataque do Peixe, ele é o artilheiro da equipe com cinco gols. Os mesmos cinco gols que possui Oliveira, o atacante do Penãrol que mais marcou na Libertadores.

Ambos estão dois tentos atrás de Roberto Nanni (Cerro Porteño) e Wallyson (Cruzeiro), artilheiros da competição até o momento.

Além das duas peças fundamentais, o Santos ainda carrega esperanças na volta de Paulo Henrique Ganso aos gramados. Ele estará a disposição de Muricy Ramalho para atuar por pelo menos 45 minutos.

No lado dos uruguaios, Martinuccio é quem pode desequilibrar ao lado de Oliveira. As boas atuações do atacante chamaram a atenção de vários clubes, entre eles o Palmeiras – com quem já até teria um pré-contrato assinado

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