Homem-forte do futebol do Milan, Adriano Galliani anunciou nesta sexta-feira (29) que renunciará aos cargos que ocupa após a partida contra o Ajax, pela Liga dos Campeões da Europa, por causa de divergências surgidas após a entrada na direção de Barbara, filha do proprietário Silvio Berlusconi.

À agência de notícias italiana Ansa, o executivo-chefe e vice-presidente do clube explicou que nos últimos dias “houve um grande dano a sua reputação”, após as críticas recebidas pela “herdeira” do Milan.

O jornal italiano Gazzetta dello Sport revela hoje que a multa de Galliani, de 69 anos, para deixar os cargos que ocupa seria de 50 milhões de euros (R$ 157 milhões).

“Com ou sem acordo econômico, apresentarei minha demissão por ‘justa causa’ em poucos dias, talvez espere a partida contra o Ajax, pela Liga dos Campeões da Europa”, disse o dirigente, que preferiu não revelar seus planos para o futuro.

“Quando te ofendem é preciso ter força e inteligência para deixar passar um pouco do tempo, para voltar a ter a lucidez de tomar decisões”, afirmou Galliani.

Devido aos compromissos políticos e empresarias de Silvio Berlusconi, Galliani foi praticamente o presidente do Milan nos últimos anos. A relação do executivo-chefe com a diretoria começou a se tornar complicada com a entrada de Barbara, que passou a ter discreta presença no Conselho de Administração.

A ruptura total aconteceu quando a filha de Berlusconi explicou que, em diversas conversas telefônicas com o pai, sobre a situação do clube, pediu uma “mudança na filosofia do clube”, criticando a atuação ‘rossonera’ na última janela de transferência. Para a imprensa italiana, isto foi como pedir “a cabeça” de Galliani.

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