O nadador César Cielo se mostrou aliviado após a divulgação nesta quinta-feira da decisão da Corte Arbitral do Esporte (CAS) de apenas adverti-lo por ter sido flagrado no exame antidoping realizado durante o Troféu Maria Lenk, em maio, o que lhe permitirá participar do Mundial de Xangai, a partir desta semana.

“A verdade prevaleceu, e estou virando esta página da minha vida”, afirmou o campeão olímpico e mundial, segundo nota divulga em seu site oficial.

A CAS manteve a advertência da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), que há 20 dias anulou os resultados obtidos por Cielo pelo consumo do diurético furosemida. De acordo com a nota, o nadador provou aos árbitros da Corte que a presença da substância no exame foi acidental.

A instância máxima de decisões esportivas rejeitou o recurso em que a Federação Internacional de Natação (Fina) pedia a suspensão do brasileiro por três meses por considerar como leve a punição imposta no Brasil.

A sentença o libera para disputar a partir do sábado o Mundial de Natação de Xangai, no qual defenderá os títulos nos 50 e nos 100 metros livre, disputará a prova dos 100 metros borboleta e integrará as equipes brasileiras que participarão de revezamentos.

Os também brasileiros Henrique Barbosa e Nicolas Santos também receberam advertências da CAS, enquanto Vinicius Waked foi suspenso por um ano por ser reincidente. Os três também foram flagrados pelo uso de furosemida.

De acordo com o site de Cielo, o comunicado divulgado pela Corte após a decisão afirma que os atletas apresentaram provas que a presença da substância foi fruto da contaminação do suplemento de cafeína que usam regularmente sob prescrição.

“O CAS concordou que os atletas foram muito cuidadosos no que fizeram e que o que ocorreu foi apenas um erro. A explicação do que ocorreu foi aceita porque era verdadeira”, afirmou o advogado Haward Jacobs, que defendeu os nadadores.

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