Business is Business“. Esta frase, moldada no ápice do capitalismo norte-americano, exemplifica bem a situação que vive a lenda do basquete Michael Jordan.

Nos anos 90, quando ainda jogava, ele era um dos líderes que buscava melhor qualidade de trabalho aos atletas. Agora, como empresário e dono do Charlotte Bobcats, portanto do lado oposto da mesa, é um dos que têm endurecido as coisas durante as negociações.

O “New York Times” aponta Michael Jordan como um dos responsáveis pelo impasse, já que lidera, dentre os 29 donos de equipes um sub-grupo formado por dez a 14 deles que não são favoráveis ao pedido dos jogadores de divisão dos lucros em 50% para cada lado. Para ele e sua turma, 47% aos jogadores são mais do que razoáveis, um valor menor do que os 52,5% que os jogadores vinham pedindo e menor ainda se considerarmos os 57% anteriores – cada ponto percentual desta briga equivale a cerca de US$ 40 milhões. 

Com o sindicato de jogadores se negando a baixar de 52,5% sua parte na divisão de lucros, a postura deste grupo de proprietários de franquias, que pretenderia reduzir o valor para 47%, poderia causar confusão nas reuniões de negociação.

A postura de Jordan deixou os jogadores indignados. Via Twitter, Nick Young, armador do Washington Wizards, último clube da carreira do lendário 23, desabafou: “Eu não usarei mais tênis Jordans”, lembrando que a marca Air Jordan, administrada pela Nike, é uma das mais populares entre os jogadores. Já Paul George, armador do Indiana Pacers, foi mais enfático: “Não acredito que vi e ouvi isso de MJ. Droga MJ”. O jogador do Golden State Warriors, Klay Thompson, foi ainda mais direto?: “Você acha que o MJ de 1996 falaria isso? Muito hipócrita”.

Sem mais artigos