Lesões, fraturas, quedas e até risco de morte. De fato, a vida de peão não é das coisas mais simples. No entanto, a profissionalização da montaria em touro tem dado uma nova perspectiva para os atletas dessa modalidade.

Prova disso, é Edevaldo Ferreira, atual campeão brasileiro de montaria. Na última temporada, o atleta faturou mais de um milhão de reais em prêmios devido ao esporte e um convite para ir disputar competições nos Estados Unidos. Mas, mesmo assim, o intuito dele é permanecer na disputa nacional.

“Por eu ter sido campeão brasileiro, eu ganhei R$ 1 milhão. Antes, você precisava ir até os Estados Unidos para ganhar esse milhão. Então, como eu não falo muito bem a língua, posso ficar junto da minha família e vi o esporte crescendo, eu optei por ficar”, disse Ferreira.

Para ter um ano um pouco mais folgado na questão financeira, o peão acredita que a possibilidade do evento ser transmitido nesse ano pela televisão, ajudará na busca de patrocinador.

“Espero, que através desse crescimento de poder ser televisionado, os patrocínios comecem a ver mais esse esporte que é o rodeio”, afirmou.

O atual campeão brasileiro também alertou que para chegar até onde está hoje não é uma tarefa fácil e os peões precisam saber lidar com o risco da modalidade.

“Chegar até aqui não é fácil. Para quem está começando, eu tenho a desejar boa sorte que esse esporte não é fácil. Você coloca sua vida em risco como toda semana”, falou antes de lembrar das lesões que já teve na carreira.

“Fraturas grave nunca tive, mas já trinquei uma costela, trinquei o queixo porque você toma muita pancada, já fraturei a mão uma vez. Mas, tem casos no esporte de fratura de perna, até algumas, poucas, são raras, de mortes”, completou.

Apesar de ser uma modalidade alvo de muitas críticas de órgãos de proteção aos animais, pela legislação brasileira rodeio é considerado esporte desde julho de 2002. Na época, o então presidente do Brasil Lula sancionou a lei federal nº 10.519 liberando a modalidade.

Sem mais artigos