O governo marroquino não se conformou com os resultados da participação do país nos Jogos Olímpicos de Londres, os quais considerou “vergonhosos e decepcionantes”, de acordo com discurso feito nesta quinta-feira pelo ministro de Comunicação e porta-voz do Governo do país, Mustafa El Jalfi.

“É preciso que haja uma reflexão serena e um trabalho global e metódico para corrigir os erros e colocar o Marrocos no lugar em que o país merece estar no cenário esportivo internacional”, alertou o ministro, segundo a agência “MAP”.

Marrocos ficou na 79ª posição no quadro de medalhas, com apenas uma medalha de bronze, conquistada por Abdalaati Iguider na disputa dos 1.500 metros.

O Ministério da Juventude e do Esporte revelou, através de um comunicado, sua decepção pelos resultados e destacou que os casos de doping danificaram a imagem do Marrocos.

A atleta marroquina Mariem Selsouli, vice-campeã mundial dos 1.500 metros em pista coberta e dona da melhor marcado do mundo no ano ao ar livre, foi excluída dos Jogos Olímpicos após testar positivo em exame antidoping realizado no dia 6 de julho, por conta de um doping no meeting Paris Saint-Denis.

Já o meiofundista Amine Laalou, de 30 anos e que estava inscrito para competir nos 1.500, testou positivo para furosemida em um exame anterior aos Jogos, enquanto a IAAF descobriu irregularidades nos exames de Abderrahim Goumri.

Na semana passada, o ministro da Juventude e dos Esportes, Mohammed Uzin, anunciou as primeiras ideias para reformar o esporte nacional. Ele quer avaliar junto ao Comitê Olímpico do Marrocos a participação do país em Londres, analisar os resultados, detectar os erros, determinar as responsabilidades e abrir uma investigação sobre o “fracasso do sistema esportivo nacional”.

Desde os anos 80, o atletismo marroquino viveu uma época de vitórias com atletas como Said Auita, Nawal al Mutawakil e Hichan al Guerruch, e o país já conquistou em toda a história dos Jogos Olímpicos seis medalhas de ouro, cinco de prata e dez de bronze.

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