O suíço Joseph Blatter, presidente da Fifa, se reencontrou hoje com seu colega da federação haitiana de futebol, Yves Jean-Bart, continuando uma reunião iniciada no último dia 4.

O organismo aprovou uma doação de US$ 3 milhões em ajuda ao futebol do país, devastado por um terremoto de 7 graus na escala Richter no último dia 12.

Segundo o dirigente da federação, morreram pessoas como o técnico da seleção sub-17 e o diretor-executivo. Jean-Bart lembrou que o tremor ocorreu num horário em que muitos jogadores estavam treinando, o que “foi decisivo” para escaparem com vida da tragédia.

“É impossível fazer um balanço preciso por enquanto. Não temos dinheiro nem para pagar as máquinas para retirada dos escombros. Estimamos que há pelo menos 33 corpos sepultados. E perdemos todo nosso patrimônio e sistema administrativo”, comentou.

No último dia 4, a Fifa decidiu desbloquear fundos para ajudar o Haiti. “Ajudaremos com uma quantia extra de US$ 3 milhões. Depois da catástrofe, já oferecemos uma ajuda de urgência de US$ 250 mil”, lembrou Blatter.

O valor está depositado num fundo de ajuda e será repassado pela Fifa em função dos projetos apresentados.

“Primeiro queremos que os jogadores retomem uma vida normal, e depois salvar os gramados que ainda estão em condições. Alguns clubes também devem retomar as competições o mais rápido possível”, explicou Jean-Bart.

“Distribuímos pelos campos as bolas da Fifa que nos restavam. É incrível: em meio às ruínas, os jovens querem jogar. O futebol é parte integrante de nossa sociedade, e por isso é importante voltar a praticá-lo para readquirir um pouco de serenidade e alegria”, completou o presidente da federação haitiana de futebol.

O dirigente agradeceu ainda as manifestações de apoio de muitos clubes, federações e organizações de futebol, com doações ou amistosos de solidariedade. “A noção de família ganha todo seu sentido neste momento”, disse.

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