O campeão olímpico dos 100, 200 e 4×100 metros nos Jogos de Pequim e Londres, Usain Bolt, afirmou que seu grande objetivo para 2013 é explorar seus limites para se tornar o primeiro atleta da história a correr os 200 metros em menos de 19 segundos.

“Tenho que explorar meus limites. Não quero só ganhar outro campeonato, seria muito fácil”, declarou Bolt em entrevista divulgada neste sábado pelo jornal esportivo francês “L’Équipe”, que o elegeu o melhor atleta masculino de 2012.

Bolt disse que ser o primeiro a correr os 200 metros abaixo de 19 segundos (seu atual recorde mundial é de 19s19) o faria atrair ainda mais fãs, embora reconheça que o esforço para atingir essa meta seja imenso.

“Não é nenhuma piada, mas muito trabalho. Levo meu corpo mais ao limite do que nunca nos treinos e não me importa a dor”, afirmou o homem mais rápido do mundo, que superou o nadador americano Michael Phelps e o jogador argentino Lionel Messi na escolha do “L’Équipe”.

Esta é a terceira vez que Bolt é eleito o melhor do ano pela publicação: o foi em 2009 e 2008. Em 2011, o escolhido foi Messi, e no ano anterior, o tenista espanhol Rafael Nadal.
Com esses três prêmios, o velocista, de 26 anos, se iguala ao tenista suíço Roger Federer (eleito em 2005, 2006 e 2007) e ao piloto alemão Michael Schumacher (2001, 2002 e 2003).

Entre as mulheres, a tenista americana Serena Williams, medalhista de ouro nos Jogos de Londres em simples e duplas e vencedora das últimas edições de Wimbledon e US Open, foi a escolhida pelo “L’Équipe” como melhor atleta do ano, ficando à frente da esquiadora Lindsey Vonn e da velocista Allyson Felix, ambas suas compatriotas.

“Em poucos meses passei de um estado no qual achava que nunca mais voltaria a jogar tênis – e nem sequer tinha vontade, queria só ter boa saúde e sair do hospital – a conseguir uma vitória em Wimbledon”, lembrou, citando seu longo afastamento das quadras devido a uma embolia pulmonar.

“A parte do treino que consistia em me habituar a uma nova respiração foi realmente difícil, provavelmente a mais difícil”, disse a tenista, dona de títulos de Grand Slams.

Esta é a primeira vez que a eleição do “L’Équipe” premiou separadamente atletas homens e mulheres. 

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