O Brasil cumpriu nos Jogos Pan-Americanos de 2011, em Guadalajara, o objetivo de se consolidar entre as três maiores potências esportivas do continente e ainda classificou 24 atletas para os Jogos Olímpicos de Londres, no ano que vem, segundo um balanço feito neste domingo pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB).

“O balanço é muito positivo. Cumprimos nosso principal objetivo, que era classificar o maior número de atletas possíveis para Londres-2012”, afirmou o superintendente executivo de esportes do COB, Marcus Vinícius Freire, em entrevista coletiva em Guadalajara.

O dirigente afirmou que o Brasil estava de olho nas 93 vagas para os Jogos Olímpicos em modalidades disputadas por atletas do país no México e conseguiu, segundo ele, 24, em uma conta que inclui todos os integrantes da equipe de handebol feminino.

Os atletas brasileiros que garantiram presença em Londres são 14 da equipe feminina de handebol, cinco do hipismo, dois de canoagem, um do pentatlo moderno e um de triatlo.

O COB está reivindicando, além disso, uma vaga para César de Castro, que obteve o bronze no trampolim de três metros dos saltos ornamentais, já que os mexicanos Yahel Castillo e Julián Isaac Sánchez, que ficaram respectivamente com o ouro e a prata, já estão classificados.

Segundo as contas do comitê, com as classificações obtidas em Guadalajara, o país já conta com 104 atletas classificados para a Olimpíada.

“Também alcançamos o objetivo de nos mantermos entre os três primeiros do continente. O Brasil foi o segundo em número total de medalhas em Guadalajara, atrás dos Estados Unidos, e o terceiro em número de ouros, depois dos americanos e de Cuba”, declarou Freire.

A delegação brasileira encerrou o Pan com 48 medalhas de ouro, 35 de prata e 58 de bronze. Apesar de ter obtido um total de 141 medalhas, acima das 136 de Cuba, os ouros foram dez a menos.

“Foi a melhor atuação do Brasil em Jogos Pan-Americanos disputados fora do país, e conseguimos manter relativamente o nível do Rio de Janeiro (2007). Aumentamos em 67 % o número de medalhas em comparação a Santo Domingo (2003)”, destacou.

Para Freire, o resultado não pode ser comparado ao do Pan do Rio, já que há quatro anos os atletas competiram em casa, e o Brasil teve direito a colocar atletas em todas as modalidades.

Em 2007, foram 52 medalhas de ouro, 40 de prata e 65 de bronze; quatro anos antes, 29 ouros, 40 pratas e 54 bronzes.

“Não viemos (a Guadalajara) para disputar o segundo lugar com Cuba”, garantiu Freire, ao ser insistentemente perguntado sobre os melhores resultados dos cubanos, principalmente em esportes individuais de contato.

O dirigente argumentou, no entanto, que o Brasil conseguiu medalhas em 35 modalidades, contra 23 de Cuba. Foram 131 medalhas para o país, contra 123 dos cubanos e 100 dos mexicanos.

Frei acrescentou que os números mostram uma tendência de queda de medalhas em Pan-Americanos de Cuba e Canadá, um avanço brasileiro, um salto muito grande do México e da Colômbia e uma subida importante em medalhas de ouro para a Argentina.

Outro destaque feito pelo superintendente foram os 80% de produtividade dos esportes coletivos brasileiros, já que a grande maioria conquistou medalha e permitiu que 276 dos 515 atletas que competiram em Guadalajara retornem ao Brasil depois de terem subido ao pódio.

Entre as modalidades com melhores resultados para o país, se destacaram a natação, com 24 medalhas (10 ouros); o atletismo, com nove ouros e 23 medalhas no total; o judô, com seis ouros e 13 medalhas no total; e a vela, com sete medalhas, cinco delas de ouro.

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