Telmo Moraes, apaixonado por surf
desde menino, reuniu, sozinho, um dos maiores acervos do mundo sobre a história
do esporte. Em Cabo Frio, onde nasceu e mora, este professor (de surf, claro) e
dono de loja (de surf, claro) reuniu, ao longo de 18 anos, itens preciosos –
comprando via internet, na maioria das vezes – que deixariam qualquer museólogo
de queixo caído. “Eu não estou brincando de fazer museu, não. A coisa aqui é
séria!”, diz ele, bem humorado.

Entre os tesouros guardados por
Telmo estão relíquias como uma prancha de 1920, a mais antiga do seu acervo. Há
também uma usada pelo surfista californiano Jeff Clarke, um dos mais famosos do
mundo, em 1971, aos 17 anos, e outras 710 pranchas de mais de 30 países. Entre
elas, uma que pertenceu a Tito Rosemberg, um dos primeiros surfistas
brasileiros. “Tenho também uma de madeira dos anos 50, tenho a primeira prancha
de windsurf do Brasil, a primeira de isopor com cobertura de resina, bodyboard
de madeira… é tanta coisa importante que nem sei relacionar”, conta, cheio de
orgulho.

Durante 18 anos, o museu esteve em instalações aquém de sua relevância, em Cabo Frio. Primeiro, na sua própria casa; depois, em uma casa no centro da cidade doada pela Prefeitura. Até que, em 2013, finalmente vai ganhar um edifício próprio, novinho em folha. Para a sua sorte e a dos amantes do esporte, foi convidado pela gestão municipal de Búzios a fazer seu museu na cidade

As obras no novo espaço, de cerca
de 700 metros quadrados, já começaram e devem terminar, segundo ele, em julho.
A inauguração está programada para o fim de agosto. Visitantes poderão ver
ainda todo o acervo pessoal, com mais de 400 medalhas e troféus, de Rômulo
Arantes, surfista e nadador (e ator nas horas vagas), primeiro medalhista
brasileiro em Mundiais de Esportes Aquáticos e prata no Pan de 1978.

Além das pranchas e objetos
relacionados ao esporte, como parafinas, quilhas, cordinhas, miniaturas,
troféus etc., o Museu abriga ainda uma coleção de skates, com peças até dos
anos 50 e 60 – o skate nasceu sob a inspiração do surf. Quem não pretende ir
até Búzios conhecer pessoalmente os tesouros de Telmo pode conferir boa parte
do acervo, em imagens e histórias, no site


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