As fantasias passaram a virar um traje típico dos torcedores da NFL

O Super Bowl é um dos maiores eventos esportivos do planeta, e provavelmente um boa oportunidade para a discussão da legalização da maconha

Se você acha que as drogas e atletas profissionais não combinam, é bom rever o seu conceito. Com o debate sobre a liberação da maconha ocorrendo em escala mundial e com a proximidade de mais um Super Bowl, alguns campeões do evento assinaram um manifesto a favor da legalização da erva.

Publicado no popular The Huffington Post, o artigo foi assinado por Scott Fujita, Brendon Ayanbandejo e Marvin Washington e condena a posição da NFL em relação à maconha. Apesar de não trazer nenhum benefício à performance do atleta, a erva ainda é tratada como doping pela organização.

Os campeões pedem que a questão seja tratada por um viés científico e que ao menos o uso medicinal seja regularizado pela NFL, e assim ela defenda a bandeira no país inteiro. Nos Estados Unidos, o uso medicinal está liberado em cerca de metade dos 50 estados – inclusive no Arizona, palco do próximo Super Bowl, no domingo. Muitos ex-atletas utilizam a cannabis para amenizar as dores causadas por anos e anos de impacto nos violentos jogos de futebol americano. Alguns atletas também utilizam a maconha como analgésico para amenizar as dores logo após os jogos, mas eles não têm nenhum respaldo da organização: qualquer atleta que tenha a substância detectada nos exames são punidos por “abuso de substâncias”.

Scott Fujita foi campeão da NFL em 2009, jogando pelo New Orleans Saints.

Scott Fujita foi campeão da NFL em 2009, jogando pelo New Orleans Saints.

“Um composto da maconha chamado canabidiol ( CBD ) demonstrou potencial científico para ser um antioxidante e neuroprotetor para o cérebro . Em um esporte onde choques de cabeça são comuns, a liga deve fazer tudo o que puder para ajudar a manter os seus jogadores saudáveis durante e depois de suas carreiras”, afirmam os ex-atletas. Segundo eles, 70% dos estadunidenses apoiam esse tipo de reforma.

Os ex-atletas ainda clamam que a NFL destine parte de seus lucros para pesquisa sobre o tratamento de lesões cerebrais com o uso da maconha.

Qual é a sua opinião sobre o caso? E no Brasil, será que a CBF poderia liderar algo parecido? Leia o artigo na íntegra aqui.

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