As denuncias de corrupção envolvendo o ex-presidente de honra da Fifa, João Havelange, e o mandatário da Confederação Brasileira de Futebol, Ricardo Teixeira, já começam a causar polêmica fora do Brasil. De acordo com responsável pelo Comitê Independente de Governança da entidade, Mark Pieth, a dupla deveria ser afastada de qualquer evento ligado ao esporte.

“Eu apresentei uma ideia radical, por exemplo. Todos do Comitê Executivo ou de algum outro devem ser sistematicamente analisados pelo Comitê de Ética. Se houver algum registro criminal ou denúncias contra algum deles, terá de sair”, afirmou, em entrevista ao jornal Lance!.

A dupla é citada no caso ISL, extinta empresa de marketing que pagou US$ 100 milhões à Fifa para transmissão do Mundial na TV na década de 90. De acordo com a publicação, Teixeira teria ficado com R$ 17, 2 milhões, enquanto US$ 1 milhão o ex-presidente da entidade máxima do futebol teria recebido.

O presidente Joseph Blatter havia prometido em outubro apresentar documentos referentes ao caso. Posteriormente, o dirigente recuou, informando ter sido impedido judicialmente de se manifestar devido a ação movida pelos citados no escândalo.

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