A Corte Arbitral do Esporte (CAS) deu ganho de causa ao catariano Mohammed bin Hammam, ex-presidente da Confederação Asiática de Futebol, em recurso contra a exclusão do esporte em processo conduzido pela Fifa após denúncia de corrupção.

A decisão do CAS foi tomada após votação, que teve placar de 2 a 1, na qual se considerou não existirem provas inquestionáveis de que Bin Hammam subornou membros da União Caribenha de Futebol por votos nas eleições para presidente da Fifa, em junho de 2011, quando era o único rival de Joseph Blatter.

“É mais provável do que improvável que Bin Hammam fosse a fonte do dinheiro (repartido entre os delegados)”, aponta o CAS. O órgão, contudo, expressou que a decisão não é uma afirmação de inocência do ex-dirigente, apenas que as provas são insuficientes para condená-lo.
O painel do CAS foi presidido, que realizou a votação era formado pelo espanhol José María Alonso acompanhado pelos britânicos Philippe Sands e Romano Subiotto.

A Fifa iniciou a investigação sobre o comportamento de Bin Hammam na campanha à presidência, após denúncia do secretário-geral da Concacaf, o americano Chuck Blazer. O valor por cada voto pago pelo ex-presidente da Confederação Asiática era de US$ 40 mil (atualmente, pouco mais de R$ 80 mil).

Após ter sido imposta uma punição provisória, que o impediu de concorrer nas eleições da entidade máxima do futebol, a Fifa o baniu de seus quadros em agosto de 2011, por violação do seu código ético. Em setembro o comitê de apelação da Fifa confirmou a punição. Dois meses depois, o catariano recorreu ao CAS.

A Fifa expressou nesta quinta-feira sua “preocupação” pela decisão do tribunal arbitral e lembrou que Bin Hammam é investigado por outras irregularidades, em processos abertos pela Confederação Asiática.

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