O Chelsea se viu eliminado nas quartas de final da Liga dos Campeões até os 42 minutos do segundo tempo, mas venceu o Paris Saint-Germain por 2 a 0 nesta terça-feira (08), em Londres, reverteu a desvantagem de ter perdido na ida e se colocou entre os quatro melhores da Europa.

Os dois gols dos donos da casa em Stamford Bridge foram marcados por jogadores que saíram do banco de reservas. Schürrle abriu o placar ainda na primeira etapa, e Demba Ba classificou o campeão europeu de 2012 nos instantes finais.

A equipe londrina espera agora o sorteio da próxima sexta-feira (11) para conhecer o adversário por uma vaga na decisão. Ao PSG, resta buscar o bicampeonato francês. O time ficou perto de repetir um feito que só conseguiu na temporada 1994-1995, quando chegou às semifinais da Liga dos Campeões.

O Chelsea não pôde contar com o meia Ramires, suspenso. Dessa forma, o técnico José Mourinho escalou Lampard para formar dupla de volantes com David Luiz, que mais uma vez atuou improvisado. Os outros brasileiros do elenco, os também meias Oscar e Willian, foram titulares.

O PSG teve apenas uma ausência, mas bastante sentida, a do atacante Ibrahimovic, que deu lugar a Lucas. Dessa forma, a equipe visitante teve cinco jogadores nascidos no Brasil na formação inicial, já que Laurent Blanc também escalou os zagueiros Thiago Silva e Alex, o lateral-esquerdo Maxwell e o volante naturalizado italiano Thiago Motta. O também defensor Marquinhos entrou na etapa final.

O atual campeão francês não se limitou a defender, mas, como era de se esperar, os Blues se lançaram ao ataque. Aos oito minutos, Oscar fez linda jogada na ponta esquerda, deixou dois defensores no chão e tocou para a área buscando Eto’o, mas a zaga se antecipou e fez o corte.

Mostrando-se vivo no jogo, o PSG incomodou aos 14. Agora foi Lucas quem protagonizou um bom lance entre os marcadores e abriu na esquerda para Maxwell, que cruzou por baixo. Terry afastou com um chutão.

O jogo era movimentado, mas os goleiros não vinham tendo muito trabalho. Até que, aos 27 Lampard, como uma ajudinha de um adversário, tratou de fazer Sirigu sujar o uniforme. O veterano meio-campista cobrou falta da esquerda, perto do bico da área, a bola desviou na barreira e ia morrendo no cantinho, mas o goleiro se esticou todo e salvou.

Cinco minutos depois, porém, Sirigu nada pôde fazer para evitar que o Chelsea fizesse 1 a 0. Depois de cobrança de lateral pela direita, a defesa ficou olhando, David Luiz desviou de costas no primeiro pau e Schürrle, que minutos antes entrara na vaga do lesionado Hazard, mandou para a rede.

Aos 37, Thiago Silva deu um susto na torcida do PSG. Eto’o partiu em velocidade no contra-ataque adiantou muito e foi desarmado pelo ex-jogador do Fluminense no carrinho. Sem intenção ou não, o camaronês cravou as travas da chuteira no brasileiro, que precisou ser atendido.

A segunda etapa começou com uma pressão dos donos da casa, que carimbaram o travessão duas vezes em dois minutos. Aos seis, Oscar rolou na direita para Willian, que tocou para Schürrle arriscar de fora da área – e por pouco não fazer mais um. Aos oito, em falta cometida por Lucas no meia esquerda, Oscar esteve a centímetros do segundo.

Depois do sufoco inicial, o PSG acertou a marcação, conseguiu sair de trás e fazer Cech trabalhar. Aos 19 minutos, Lavezzi bateu falta fechado e Sirigu tirou de soco.

Mourinho então colocou o Chelsea ainda mais à frente, trocando Lampard por Demba Ba. E o senegalês não demorou a aparecer. Aos 24, esticou para Schürrle, que, da entrada da área, cortou e bateu para defesa firme de Sirigu.

A resposta dos visitantes não demorou a ser dada, e veio dois minutos depois. Cavani foi lançado por Matuidi na esquerda e encheu o pé de longe, tirando tinta do travessão. O uruguaio ainda desperdiçou uma segunda oportunidade de matar o confronto em seguida, aos 32, quando Cabaye mandou para a área e ele encobriu a meta mais uma vez.

O PSG recuou todo, inclusive com Marquinhos em lugar de Lucas, e o Chelsea não incomodava muito. O lance mais perigoso até os dez minutos finais aconteceu aos 37, num cruzamento fechado de Ivanovic.

Aos 42, aconteceu que levou a torcida anfitriã em Stamford Bridge ao êxatse. Foi mais no sufoco e na transpiração do que na organização e na técnica: Azpilicueta ficou com a sobra na esquerda e chutou cruzado, Jallet não conseguiu tirar, e Demba Ba, já na pequena área, completou para o gol. Na comemoração, quase todos os jogadores e até Mourinho se abraçaram perto da bandeirinha de escanteio.

Não houve outra alternativa à equipe francesa que não fosse se lançar ao ataque, mas o máximo que o time conseguiu foi obrigar Cech a fazer duas defesas simples em tentativas de brasileiros, em cabeçada de Alex, aos 46, e em chute da entrada da área de Marquinhos, aos 48.

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