Sem muitas chances para brilhar nos dois primeiros jogos, em que
fez “apenas” um gol de pênalti, a estrela mexicana Javier
‘Chicharito’ Hernández
enfim brilhou nesta edição da Copa das Confederações,
fazendo os dois gols da vitória de sua seleção sobre o Japão por 2 a 1 neste
sábado, na despedida de ambas do torneio.


No entanto, nem só de boas jogadas foi feita a tarde do atacante do Manchester
United.
Nos minutos finais, com o placar já em 2 a 1, Chicharito teve um
pênalti defendido pelo goleiro Kawashima e ainda acertou o travessão no rebote.

Derrotadas por Brasil e Itália nas duas primeiras rodadas, as equipes entraram
em campo já eliminadas para a disputa de um “amistoso de luxo” no
Mineirão, em Belo Horizonte.

Com o triunfo, a campeã da Concacaf se despediu do torneio em terceiro lugar no
grupo A e com o moral renovado para as Eliminatórias para a Copa do Mundo, em
que vem encontrando dificuldades. Por sua vez, a seleção asiática, que já tem
vaga assegurada no Mundial, deixa o Brasil com três derrotas em três partidas.

O primeiro tempo foi de poucas emoções, mas no segundo Chicharito brilhou com
dois gols de cabeça. O atacante chegou a três na Copa das Confederações, após
ter marcado de pênalti na derrota para a Itália por 2 a 1 na estreia. Okazaki
descontou pouco antes do fim.

Apesar de ter ficado satisfeito com o desempenho do time no último jogo, apesar
da derrota para a Itália por 4 a 3, o técnico do Japão, Alberto Zaccheroni fez
três trocas na equipe. Sakai entrou na lateral direita, Kurihara ganhou um
lugar na zaga e Hosogai substituiu Hasebe entre os volantes.

No México, a principal novidade foi a entrada do experiente goleiro Ochoa. O
zagueiro Reyes, o meia Zavala e o atacante Jiménez também receberam uma
oportunidade.

A partida começou com uma grande pressão do Japão, que fez do jogo praticamente
um treino de ataque contra defesa. Logo aos quatro minutos, Endo rolou para
Kagawa, que chutou cruzado e obrigou Ochoa a fazer grande intervenção.

Logo depois, aos oito, houve um lance polêmico. Após confusão na área, a bola
sobrou perto da meia-lua para Endo, que encheu o pé e, contando com um desvio
de Okazaki, acertou o canto direito. A arbitragem marcou impedimento do
atacante japonês.

Aos poucos, o México igualou a partida, mas mais por demérito do campeão
asiático que pelas próprias forças. Depois de um bom tempo sem que os goleiros
tivessem trabalho, aos 24 minutos, Endo avançou sozinho e tocou para Honda,
que, de fora da área, arrematou colocado. Ochoa pegou mais uma.

O jogo era lento, e, além da pouca emoção, a animada torcida ainda assistia a
lances de pouca técnica. O mais bizarro deles aconteceu aos 29 minutos, quando
Mier foi acionado na ponta direita e furou feio ao tentar cruzar. Aos 36, foi a
vez de Honda furar em um chute de primeira.

Mas nem só de erros foi feito a primeira etapa. O México enfim levou perigo ao
goleiro adversário aos 37 minutos. Torres fez o chuveirinho da direita,
Guardado apareceu livre e cabeceou com força na trave.

Aproveitando o bom momento, o campeão da Concacaf se lançou ao ataque em busca
de um gol ainda antes do intervalo. Nos acréscimos, aos 46, Zavala soltou uma
bomba de longe, Kawashima saltou de maneira estranha, mas defendeu.

Na volta dos vestiários, os mexicanos continuaram em cima e, aos seis minutos,
houve um prenúncio do que viria a seguir. Hernández aproveitou cobrança de
escanteio e cabeceou para boa defesa de Kawashima.

Na sequência, aos oito, o jogador do Manchester United abriu o placar. Guardado
dominou com espaço na esquerda e levantou na medida para Chicharito, que
apareceu entre os zagueiros e tocou de cabeça na saída de Kawashima.

O segundo por pouco não aconteceu aos 14, em cobrança de falta de Giovani dos
Santos.
O filho do ex-jogador brasileiro Zizinho bateu muito perto da trave
esquerda. Na sequência, aos 16, Maeda respondeu com uma finalização na rede,
mas pelo lado de fora.

Chicharito voltou a mostrar seu faro de gol aos 21, aumentando a vantagem
mexicana. Dos Santos cobrou escanteio da direita, Mier desviou do primeiro pau
para trás e, na pequena área, o camisa 14 completou para a rede.

Firme após o primeiro gol, o Japão sentiu o golpe do segundo, permitindo que o
adversário fosse para cima. Aos 27, Dos Santos acelerou pela direita e encheu o
pé. Kawashima voou no canto esquerdo e salvou.

Preso “nas cordas” por um bom tempo, o campeão asiático reagiu apenas
aos 38, com boa jogada pela direita. Nakamura levantou batendo escanteio da
direita, Okazaki desviou na primeira trave e nenhum japonês apareceu para
diminuir.

Três minutos depois, porém, o México não escapou de sofrer um gol. Kagawa fez o
passe por elevação na área para Endo, que, de primeira, encontrou Okazaki no
meio. Bem colocado, o atacante apenas tirou de Ocha, que ainda tocou na bola,
mas não evitou o primeiro.

Nos instantes finais, o representante da Ásia foi para cima em busca do empate,
mas bobeou na defesa e escapou por pouco do castigo.

No contra-ataque, Chicharito foi derrubado na área, e o árbitro marcou pênalti.
O próprio centroavante foi para a bola, mas Kawashima defendeu. No rebote, o
artilheiro do dia carimbou o travessão, fechando de maneira ruim uma tarde
quase perfeita.


Ficha técnica:


Japão:
Kawashima; Sakai (Uchida), Konno, Kurihara e Nagatomo (Nakamura); Endo,
Hosogai, Kagawa e Honda; Okazaki e Maeda (Yoshida). Técnico: Alberto
Zaccheroni.


México:
Ochoa; Mier, Reyes, Moreno e Torres; Torrado, Guardado (Salcido),
Zavala e Giovani dos Santos (Barrera); Chicharito Hernández e Jiménez (Aquino).
Técnico: José Manuel de la Torre.


Árbitro:
Felix Brych (Alemanha), auxiliado por seus compatriotas Mark Borsch e
Stefan Lupp.


Cartões amarelos:
Sakai (Japão); Ochoa (México).


Gols:
Okazaki (Japão); Chicharito (2x) (México).


Estádio:
Mineirão, em Belo Horizonte.

Com Chicharito em destaque, México deixa Copa das Confederações com vitória

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